segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sonhadora

As ideias brotam sem pressa,
Cada uma a seu tempo,
Compondo um grande painel,
Quebra-cabeças monumento.

Coleciono cada peça,
Aprecio seus contornos,
Descubro infinitas possibilidades
Nesse sonho que começa.

Nele, posso fazer o que quiser,
Criar minhas próprias leis,
Ir além da sensatez.

Pois não há barreira,
Não há limitação:
A regra é usar a imaginação.



Jejels, 28/05/2012.

domingo, 27 de maio de 2012

Walk Away



I don't know why she's with me,
I only brought her trouble since the day she met me.


If I was her, by now I would have left me,
I would have walked away,
But now I've broken away
Somehow instead she forgave me.


She said a woman's got to do what she's got to do
Even if it means she denied herself the truth
'Cause when you're in too deep, you wake up when it's too late.


You've fallen in love the worst way
And if you don't go now, then you'll stay
'Cause I'll never let you leave, never let you breathe,
'Cause if you're looking for heaven, baby, it sure as hell ain't me.


So walk away
[walk away]
Walk away,
Save yourself from the heartache,
Go now before it's too late
But still she stays.


She's standing in the heart of darkness,
Saying I know you got a soul even though you're heartless
How could any woman in their right mind be so blind?
To find something safe
Instead of walking with me, she should have walked away.


She finds color in the darkest places,
She finds beauty in the saddest of faces.
For such a groovy and headstrong city girl
Could've had the world, but she's fallen in love in the worst way.
And if you don't go now, then you'll stay
'Cause I'll never let you leave, never let you breathe,
'Cause if you're looking for heaven, baby, it sure as hell ain't me.


But still she stays,
I'm saying walk away
I'm saying walk away
[Save yourself from the heartache, go now before it's too late]
But still she stays
Still she stays
Yeah, she stays
She stays.


The Script.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Percebo a felicidade

De repente, a felicidade se mostra
Tão fluida e leve,
Uma carícia sobre a pele,
Brisa da tarde sobre a tez,
Um raio de sol na neblina,
Uma flor que desabroxa e se aninha
Na aridez do deserto.


De repente, a felicidade germina,
Expande e contamina,
Viaja pelo ar,
Espelha-se no olhar
Daquele que a semeou.
E a mim, só resta sorrir,
Adentrar o mundo novo que descobri
Por detrás dos portões do seu amor.



Jejels, 24/05/2012.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Aos fantasmas

Às vezes, escrever é o melhor remédio para curar essa angústia. Quando não há nada que me acalme e tudo começa a ficar complicado, o peito aperta e a garganta fica seca, forma-se um balão de pânico dentro de mim que vai inflando, inflando... até que explode em lágrimas. Faço longas cartas pra ninguém descrevendo todo esse processo, toda essa dor que sinto por dentro. Tudo isso porque, no fundo, não consigo mais confiar em ninguém, não consigo encontrar os ouvidos para escutar os meus gritos, os braços para segurar meu corpo trêmulo, o ombro para acolher minhas lágrimas, as mãos para acariciar minha cabeça e afastar essa dor lancinante. Não tendo um abrigo onde me refugiar, fecho-me na concha de minha própria existência numa tentativa de me proteger do mundo, evitar maiores sofrimentos e frustrações. Então seguro o lápis, a mão vacila, mas segue rabiscando o papel, depositando nele a inquietação que corre em minhas veias. Essa é a minha terapia, esse é o meu remédio. Esse é o meu grito desesperado por socorro.




Jejels, 22/05/2012.
Pauta para a 120ª edição musical do Bloínquês.

Reconstruindo-me

Um raio de sol que corta a neblina.
Esta é a paisagem que desponta
Por detrás das cortinas
Das janelas de quem sonha.


Mas perante tal imagem,
Imagino que posso reverter o quadro,
Reunir toda a força que guardo
Para destruir a miragem
E torná-la realidade.


O raio de sol que rompe o nevoeiro
Sou eu em meu colorido devaneio.



Jejels, 22/05/2012.

domingo, 20 de maio de 2012

Frio

O frio preenche o vazio do dia
(apenas parcialmente)
Penetrando os poros de minha pele
Talvez apenas por capricho
Por eu não ter mais calor,
Por eu não ter nada além de dor.

Congelando por dentro
Talvez seja um efeito anestésico
Em última tentativa
De curar tantas feridas
- Elas brotam de dentro,
Manifestam-se em erupções externas,
O corpo reclama em feições
E contorções diversas.

Os arrepios são os prelúdios de uma sinfonia
Em que a angústia estrela com soberania.
Ranger de dentes e soluços
Compõem a melodia em curso.
Sinto acelerar-se meu pulso
Como que caminhando ao ápice
Que precede o final suspiro.


Jejels, 20/05/2012.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Condenados

O que é uma flor perante a floresta
- Uma multidão destroçada pelo fogo - ?
A doença se alastra,
Alcança tudo que estiver próximo,
Contamina com fúria e ódio,
Destrói qualquer sombra de esperança.


O mundo entra em conspiração,
Julga fria e fatalmente,
Condena ao fracasso e à morte
O náufrago inocente.


Mas quem seria digno de sobreviver?
Estamos todos com as mãos e o coração
Sujos de sangue.



Jejels, 17/05/2012.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Dezesseis de maio

Sereno dia
De cinzenta neblina
A inebriar o ar
E essa brisa fria,
Resquício da noite sombria
Que ainda reina em meu coração.


Ah, essa palidez matinal
Que decerto só me faz pensar
No balanço lânguido da nau
Que transporta teu olhar...




Jejels, 16/05/2012.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Soneto de uma batalha

E a luta continua
Num acúmulo de fissuras,
Levando-me ao limite.


É um grito preso
No momento em que fraquejo
Com o  olhar perdido.


E é preciso recuperar o foco,
Manter-se de pé.
Se nas lágrimas me afogo,
É preciso um manto de fé.


Sim, é preciso domar a frustração
No caminho para a vitória,
Dar a vida em cada superação
Para construir um instante de glória.




Jejels, 14/05/2012. 

sábado, 12 de maio de 2012

Elevação

Que venham as noites de lua!
Que possamos delas desfrutar
Entre versos de completa loucura,
Frutos de delírio etéreo
Como lírios que florescem no cemitério
Onde enterram-se todas as amarguras
No âmago enraizadas,
Para que num pequeno e ébrio instante
Possamos furtar dessa lua, a plenitude brilhante.






Jejels, 10/05/2012.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Peito em combustão

Como é leve,
Como é bom
Redescobrir o amor
Mesmo que em um beijo breve.

O roçar suave de lábios,
O sussurro que se alastra,
Invade o coração,
Amplia a emoção.

O toque tão terno
Fazendo uma trilha de queimaduras
Que derretem as fissuras
Com o desejo sincero.

E a doce tontura,
Ah, essa sublime loucura
Que me libera o espírito
Num apaixonado delírio.



Jejels, 11/05/2012.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Meditação sob agulhas

Em um leito de rosas
Derramo minha alma
Em busca de versos
Para substituir minha prosa.


Em um fluido sereno,
Imergindo em meus pensamentos,
Buscando drenar o veneno
Que insiste em circular em mim.


Entrego-me às profundezas
Do meu próprio âmago
Para que talvez encontre as certezas
Que ficaram perdidas pelo caminho.




Jejels, 10/05/2012.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Amor pulverizado

Negra noite vaporosa
Que transforma o mundo ao redor,
Ébria noite fervorosa
Em que se perdem os amantes em pó.


Pois o amor é traiçoeiro,
Possuidor de mil facetas,
Ilusionista trapaceiro
Disfarçado de borboleta.


Negra noite venenosa
Que me faz perder o controle,
Intensa noite de prosa
Sem vivo verso que ressoe.



Jejels, 04/05/2012.

Noite escarlate

Cristais líquidos
Derramam-se no veludo azul que cobre a noite.
No ar, o perfume denso
Da dama que carrega a foice
E o brilho que cobre a lua
É de um vívido tom escarlate,
Como intenso alarde
Ecoando "não se iluda".


Mas perante o cálido cenário,
Deixo-me levar pelo imaginário,
Rendo-me, embriagado
Pelo doce sabor de um beijo apaixonado.



Jejels, 05/05/2012.