quinta-feira, 11 de abril de 2013

Greensville

Minha janela emoldura uma bela vista,
Há árvores de grande porte,
Diferentes formas de folhas preenchem a cidade.

Tenho jardins com mil flores,
Mas haverá também plantas venenosas?
Afinal, a vida não é um mar de rosas.

Minha cama está coberta de pétalas,
Há diversas fragrâncias ao meu redor,
Sensações prazerosas em minhas narinas.

Tenho jardins com mil cores,
Mas haverá também o negro marcando um corte?
Afinal, à vida é inerente a morte.

Minha porta está aberta,
Há troncos estruturando o portal,
Diferentes texturas convidam ao toque.

Tenho madeiras com mil sabores,
Mas haverá também amagro que alucina?
Afinal, a durabilidade prescinde vermicida.


Em Greensville, há pátios floridos,
Canteiros ajardinados,
Sorrisos cultivados com adubos sortidos.

Mas uma maçã podre não se recupera junto às saudáveis

E uma vez deprimida, a explosão de felicidade ao meu redor
Não passa de leitos puros e confortáveis
Quando por dentro, sou farpas, vermes, fungos, medo, rancor.


Jejels, 11/04/2013.



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