quarta-feira, 5 de junho de 2013

As últimas certezas

Antes no silêncio...
Antes só que nesse fogo cruzado de palavras. E aguentarei até o fim perante os olhos alheios para logo em seguida desmoronar na solidão de meu quarto. Entregar-me à escuridão de bom grado, acolhida pela tristeza que sempre será minha companheira. A cada frustração, mais uma veia estourada, mais um laço de felicidade rompido - estão-se esgotando. E quem se importa se choro o sangue bombeado por meu coração partido? Quem se importa se caio sobre meus joelhos já estourados pelo estresse físico
e abalados, sem forças pelo desgaste emocional? Quem se importa se na vida sou ninguém, se no fim não tenho nada? Quem se importa se não tenho mais nem a mim mesma, se me perco
no vazio de uma alma desesperada? Quem se importa se meus sonhos se despedaçam de forma que não sei mais do que são feitos? Quem se importa se perco minha identidade junto à ínfima força que me resta, aquela com a qual lutei por algo que já não sei mais o que é? Futuro? Que futuro haveria para alguém que já não pertence a si? Alguém que já perdeu sua identidade, o bem mais precioso que se pode ter? A certeza de si... certeza? Só me restam duas: a dúvida e a morte.
E rezo para que haja solução antes que a primeira me leve à segunda - se é que se pode chamar de vida o que estou tendo agora.


Jejels, 05/06/2013.

Um comentário:

christian thomas oncken disse...

eu precisava ler isso hoje, obrigado