segunda-feira, 15 de julho de 2013

Solilóquio noturno

Num solilóquio noturno,
Fecho os olhos para te ver,
Para ouvir palavras que não disseste,
Para sentir abraços que não deste.

Num solilóquio noturno,
Brindo a lua em teu nome,
Bebo meu delírio solitário,
Embriago-me com lembranças do relicário.

Imagino que estás ao meu lado
E que posso esquecer o mundo,
Submergir no céu estrelado.

Imagino que não há inquietude,
E que posso ser imune a consequências,
Viver, enfim, em plenitude.



Jejels, 14/07/2013.

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