quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Sentimentos

Como eu poderia externar meus sentimentos?
A angústia, incerteza, insegurança,
Essa auto-crítica destrutiva?

A cada dia, novo desafio,
A cada frustração, perco o brilho,
Os olhos opacos iluminam-se novamente
Apenas com as lágrimas quentes.

Um sorriso falso a germinar,
Máscara para proteger meu rosto ao lutar.

E vou me reunindo, 
Me concentrando,
Os litros de sentimento
Em uma só gota em meu pranto,
Uma bomba nuclear se formando,
O medo tomando conta do adágio,
Que vai se transformando num stacatto caótico,
Trágico.

E o que fazer para manter o controle?
Ou seria a liberdade a chave para resolver
E me tornar imune?

Num mar de negativos
E sufocantes espinhos,
Resta, entretanto, um calor,
Um pequeno ninho.
Um alento no meio da tormenta,
Uma luz radiante rasgando a noite sombria,
Um cometa.

Pois, se com tudo isso, terminar num buraco fundo,
Um poço sem perspectiva do futuro,
Em meu âmago continuará guardada minha sobrevivência,
Posto que o amor continuará vivo em sua ardência.


Jejels, 29/01/2013.


Escutaria?

Você escutaria se eu dissesse que te amo muito,
Que você é muito importante pra mim
E que preciso de você?
Você escutaria se eu dissesse isso com uma batida do meu coração cansado?


Jejels, 28/01/2013.

Sol

"O sol nasce apagando as estrelas assim como eu deveria apagar meu passado."

Jejels, 26/01/2013.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Progresso do (des)amor

Alento,
Sentimento,
Tempo,
Tormento,
Sofrimento,
Desmoronamento.


Jejels, 21/01/2013.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ausência intermitente

Eu te amo e não sei o que dizer.
Te amo e só quero estar perto de você.
Te amo e queria que soubesse
Que sem você, meu mundo desfalece.
Te amo e aguardo todas as noites
Por um dia em que poderemos estar juntos
Nos braços um do outro, um só mundo.
Te amo e devo sempre desculpas
Por não ser o que merece e por ter tantas dúvidas.
Amo-te e meu coração se despedaça
A cada vez que vai embora e não me abraça.
Amo-te e não sei como expressar.
Pois um abraço, um olhar, um beijo,
Tudo isso irá passar.
E então restarei eu e a noite mais uma vez,
Com minha insônia e insensatez,
Delírios e minha demência,
Por não suportar sua recorrente ausência.




Jejels, 14/01/2013.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sonha, noite

Sonha, noite,
Rua afora
Onde, ao longe,

Ilusão aflora.

Sonha, noite,
Em imaculados leitos,
Onde o romance desperta,
Sementes ao vento.

Sonha, noite,
Coração adentro,
Onde restou sua ausência
No lugar do seu alento.

Sonha, noite,
No olhar pálido
Que se perde no ar
Sem nada enxergar.

Sonha, noite,
Por meus olhos vermelhos
Que não mais descansam,
Apenas lamentam e amam.

Sonha, noite,
Pois é o sonho que me sustenta
Nessa vida traiçoeira
Que me suga a alma, sedenta.

Sonha, noite,
Para que salve meu amor
Mesmo nas angústias da madrugada,
Pois sinto correspondida
Minha paixão desamparada.



Jejels, 13/01/2013.

sábado, 12 de janeiro de 2013

À Madrugada

És tu, Madrugada,
A encarar-me novamente,
A face pálida, faminta de almas?

És tu que me invades mais uma vez?
O pulso frio a gelar meu peito,
A ansiedade a cobrir-me no leito?

És tu a confrontar-me
Para, mais uma vez, vibrar, vitoriosa
Com a quietude que esmaga
A confirmar minha solidão?

Pois venha, pálida aparição,
Aqui estou, uma vez mais
A esperar tua chegada lânguida
A atravessar-me qual lâmina
Da adaga mais atroz.


Jejels, 11/01/2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Súplica

Chuva iminente,
Um dia nublado,
Coração despedaçado
Prestes a cair ao chão.

De joelhos, numa súplica,
Qual chora a iminente chuva.


Jejels, 07/01/2013

Ermitude

É assim que soa minha resposta,
Talvez virar as costas
E enterrar-me em mim.

Uma reação à dor,
Evitar o calor
Da proximidade humana.

Pois as relações são meu fraco
E sempre me despedaço,
Meu coração em cacos.

E por tão grande sofrimento,
Prefiro guardar-me ao confinamento
Para talvez curar minhas feridas.



Jejels, 10/01/2013.

Escapism

E se as minhas palavras se perdessem
Num paralelo digital?
Talvez as letras embaralhassem,
Os sentidos se alterassem,
Mas nada realmente mudaria no final.


Serão emails não lidos 
Como cartas não recebidas,
Ou uma mensagem codificada
Que não foi compreendida.


Mas por que palavras?
Por que as letras se estamos tão perto?
Talvez seja nessa falsa proximidade que esteja a resposta.


Pois embora esteja rodeada de pessoas,
Em nada encontro minha resposta
E escondo-me em meu casco,
Uma tartaruga assustada,
Um coração aos cacos
Guardando em si sua casa,
Criando mais uma máscara
Para afastar as feridas
E inventar uma outra vida.




Jejels, 08/01/2013.

sábado, 5 de janeiro de 2013

O amor em uma tarde suave



A vida é assim, encontrei minha agave e ela floriu para mim.


Jejels, 05/01/2013.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Apenas um pensamento numa manhã de sexta-feira


Uma pessoa imprime nas coisas seu jeito de ver o mundo, seu caráter ou seu estado de espírito. É na forma que organiza seus pertences, no jeito que olha para os outros, na disposição de seu quarto que manifesta sua índole. A personalidade expressa-se como uma flor silente que floresce a seu tempo. Portanto, não procure entender as pessoas pela palavra. Há mentiras e desenganos, interpretações errôneas que aparecerão pelo caminho. É no silêncio que duas almas se entendem e é na observação que se conhece verdadeiramente uma pessoa.



Jejels, 04/01/2013.