quinta-feira, 31 de julho de 2014

Delírio de amor

Por que não consigo dizer,
Não consigo entender
O que se passa em meu próprio coração?
A razão num confronto insólito.

Teus lábios tão próximos,
Consolidam-se como meu eterno ópio,
Entorpecem minha alma,
Entregue na palma da tua mão.

A penumbra cobre teus traços,
Passo a delinear teu corpo nas sombras,
Enquanto teus olhos se destacam,
Aplacam – um par de diamantes que me sonda.

E sinto apenas tua respiração,
Declaração do diafragma a soar,
A voar, minha consciência vaga...

A essência do amor me faz delirar.


Jejels, 31/07/2014.

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