domingo, 20 de dezembro de 2015

Eufórica

Bom dia, olhinhos azuis.
Mais uma manhã desperta no céu
Repleta de aventuras além do papel,
Palavras que se realizam, teu olhar reluz.

Bom dia, varanda
Cheia de verde e um ar de magia
Convite que me enche de alegria,
Nossos segredos compartilhados com as plantas.

Olhinhos de sol, bom dia,
Mais uma manhã incrível
Meu sentimento, mesmo que invisível
Transborda em meus gestos, palavras, olhos e boca...em euforia.


Jejels, 19/12/2015.

Imagens oníricas

Abro os olhos e encontro os teus.
Um sorriso surge subitamente no rosto.
A mão repousa em meu dorso
E o tempo já não urge.

O sol está nascendo devagar,
A grama um pouco fria em nossos corpos,
Os medos já foram mortos
À luz das estrelas que ontem vimos brilhar.

Teus olhos ainda fechados
E teu semblante tão pacífico
Encantam-me nesse delírio onírico,
Nesse lugar jamais visitado.

Teus olhos ainda fechados
Quando abertos trarão o amanhecer
Com o sol nos teus olhos claros...
Os olhos hipnóticos em que vou me perder.


Jejels, 15/12/2015.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Penso

Um pensamento a você nessa manhã
Imaginando o sorriso que vai aparecer
Quando você ler essas palavras
Singelas e cálidas
Que escrevo do meu coração para o seu
Pensando em tudo o que já aconteceu...
Sabendo que não foi apenas mais um sonho meu.


Jejels, 12/12/2015.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Improviso no parque

Teu sorriso se abre para mim
Como a porta do universo,
Como um verso complexo
Que estende no céu
O véu de estrelas que à noite cobre
Minh'alma que se abre e morre
Nesse mistério do universo infinito
Que passa por essa porta que é o seu sorriso.


Jejels, 10/12/2015.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

22:22

Estarás nas nuvens, enfim?
No céu, pássaro mecânico
Nesse minuto de esperança
Com teu semblante de querubim.

Conta-me como a noite voa
Vista do alto de tuas asas,
As árvores, as pessoas, as casas,
A cidade da garoa.

Brilham as estrelas em êxtase
Maior que meus olhos por ti?
Maior que meu palpitar de colibri?

Abraçam as nuvens com carinho
Mais doce que teus braços ao redor de mim?
Pergunto enquanto aguardo
Suave encontro do nosso caminho...








Jejels, 07/12/2015.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Sequestrar - verbo transitivo direto

Queria que todos os dias,
De súbito, me enchesse de alegria
O gosto de aventura me envolvendo
Como sequestros em novembro.

A leve agonia de não enxergar,
A tranquilidade da biblioteca na iminência da chuva,
Dividir com alguém especial o ar para respirar
Enquanto ouvimos música.

Improvisos sutis e cheios de significado,
Experiências inéditas jamais sonhadas.
Compartilhar com as prateleiras empoeiradas
Um sonho de paixão realizado.


Jejels, 23/11/2015.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Telepatia

Dirigindo pelos caminhos da rotina,
Dos olhos azuis, a menina
Ouvia canções da Vizinhança
Pensando naquela íntima dança
De olhares se encontrando na neblina,
De dedos entrelaçando-se em esperança.

Que minha juventude descanse em paz
- Ela a entregou nas mãos do anjo,
Aquele cuja mirada o sol refaz
Com as cores em hipnótico arranjo.

E mal eram quatorze horas,
Aquele sorriso ressurgiu, repentino
Que talvez, em quatorze minutos, sem demora,
Os pensamentos dele também a ela estariam dirigidos.

E via telepatia estariam reunidos
Alguns momentos antes do real reencontro
Numa prévia da alegria, querido,
Da ligação de dois pontos.


Jejels, 07/12/2015.

132 horas

Depois dos cinco dias que se passaram,
Enfim trouxeram de volta teu sorriso -
Um preciso remédio para meus pesadelos,
Anseios e medos...

Uma dose ao amanhecer,
Outra pela tarde
E mais uma ao escurecer...
À meia-noite, meu coração já faz alarde.


Jejels, 07/12/2015.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Desassossego

A canção à distância
De alma assim romântica
Ecoa em meus pensamentos,
Em meu coração, por alento.

Busco teus olhos, tuas cores, tua voz
Todas as manhãs nubladas de tua ausência.
Busco a luz, a alegria, a fluência
Para fugir de minha própria mente atroz.

Pois o escuro me envolve sorrateiro
E o pânico é semeado em meu peito
Quando tu o farias passageiro.

Quero teu riso fácil,
Esquecer-me do destino imprevisível
Nas ondas do teu olhar grácil.




Jejels, 06/12/2015.

Sobre ouvir um bom-dia

Uma voz conhecida,
Porém inesperada,
Falada um pouco rouca
Como estivesse outrora adormecida
Instala-se em meus ouvidos,
Refresca-me a imagem da tua boca,
Dos teus olhos coloridos...
Acorda meu estúpido sorriso.



Jejels, 05/12/2015.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Uma vontade...

Me deu uma vontade de te recitar uma poesia.
Não algo elaborado,
Solene ou bem pensado.
Apenas o que me soprasse a brisa
Desse fio de pensamento noturno.

Que vontade de te recitar uma poesia
Ou simplesmente palavras sem conexão,
Qualquer som que saísse do coração
Que fizesse alusão à tua alegria.

Que vontade de te recitar uma poesia
Já que te sinto tão perto
Mesmo que tão distante,
Que cinco dias parecem imenso deserto
E o tempo, lancinante.

Que vontade de te recitar uma poesia
Só para ver teus olhinhos brilharem
E de paixão, nos meus se fixarem
Como se neles pudessem ver nascer o dia...

Ah, que vontade de te recitar uma poesia...


Jejels, 03/12/2015.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Trinta de novembro

Esqueceste-te de mim?
O trigésimo dia do mês já corre pelo tempo,
Como o dente-de-leão soprado ao vento,
Inicia-se esperançoso, mas não retorna ao jardim.
 
Por ti, as horas sangram pela boca das estrelas
Mancham a noite de ansiedade e angústia;
Por ti, minha alma revolve e rasteja
Ao chão, rubras pétalas despedaçadas de fúcsia.
 
Alucinações sobre morte e repressão,
O tão liberto mês chega ao final
Incríveis palavras e momentos em meu coração
Misturam-se em medo e confusão mental.

Posto que a magia parece chegar ao fim,
Eu-Lua relembro-me de minha escuridão
- Que do Sol, apenas reflito a luz em suspensão;
Que sem teus olhos, minha alma já não sorri.
 

Jejels, 30/11/2015.

A Figueira

Em tua sombra, repouso em paz
Livre de tormentos, tempestuosos pensamentos,
Auto crítica mordaz...
Livre de todo desalento.

Ao contrário, sinto-me abraçada
Pelas largas folhas da Figueira,
Impedem-me de pelo sol extenuante ser alçada
E na chuva, abrasa meu coração qual fogueira.

É meu refúgio das tempestades interiores,
Minha terapia em forma de flores ocultas
Cuja polinização em simbiose resulta
Em sementes vivas e sem pudores.

Grandiosa espalhando-se no espaço,
Árvore de frágeis ramos e cultivada em sol pleno,
É capaz de tornar meu espírito sereno
Tornando-se lar como amplo abraço.


Jejels, 29/11/2015.

domingo, 29 de novembro de 2015

Say something



Say something I'm giving up on you
I'll be the one if you want me to
Anywhere I would've followed you
Say something I'm giving up on you

And I
Am feeling so small
It was over my head
I know nothing at all

And I
Will stumble and fall
I'm still learning to love
Just starting to crawl

Say something I'm giving up on you
I'm sorry that I couldn't get to you
Anywhere I would've followed you
Say something I'm giving up on you

And I
Will swallow my pride
You're the one that I love
And I'm saying goodbye

Say something I'm giving up on you
And I'm sorry that I couldn't get to you
And anywhere I would've followed you
Say something I'm giving up on you

Say something I'm giving up on you
Say something...




A Great Big World / Christina Aguilera.

Cumprimentando-te em soneto

Com a cabeça cheia de tudo e nada,
Pensamentos ilógicos e sonolentos
Sobre sonhos e contos de fadas,
Ilusões e desentendimentos.

Assim acordo em mais uma manhã de domingo.
Sorrindo de leve ao recordar um detalhe
- o que vale, afinal, é ter vivido.

E lembro-me das palavras que um dia me disseste
Sobre maneiras de dizer bom dia.
E com uma fagulha de alegria
Decidi escrever a memória celeste.

E envio esses versos como minha saudação
De boas vindas a esse novo dia.
Que teu sorriso floresça cada vez com mais energia.


Jejels, 29/11/2015.

sábado, 28 de novembro de 2015

Céu avermelhado

O céu é tudo que nos circunda,
Profunda abóbada que nos abraça,
Enlaça teus olhos os meus
No apogeu da noite em graça.

Nas nuvens, a lua se esconde,
Tua fronte próxima, tuas mãos em minha cintura
A loucura aflora construindo uma ponte
Entre céu e terra, atravessando o horizonte.

E assim, tu me levas a esse lugar especial,
Espacial, etéreo, não resta nada ruim.
Aos confins da Terra teus olhos me levam...
Nos encerram na nuvem de teu peito num momento sem fim.


Jejels, 22/11/2015.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Paralelo

Estou queimando por dentro
Em convulsões de fogo e paixão
Confissão do coração em combustão
Perdendo noção do centro.

Tudo se revira mais uma vez
Mil palavras e imagens se confundem,
Iludem e aturdem a nuvem
Dissipando meu paraíso com rispidez.
 
Interferência dos (não tão) antigos fantasmas
Que em busca de felicidade enclausurei,
Censurei e despertei quando esperei
Que fosse feliz ao libertar a alma.

E espero na noite em turbulência
Pelos olhos que me inspiram
- inspiram e expiram, reviram
Do amor a essência...em perfeita fluência.
 
 
Jejels, 25/11/2015.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Mudança

Teu olhar como um poço escuro
Onde caem as palavras e não ouço o barulho.
- profundo.

É uma conjunção de anéis concêntricos
Orbitando ao redor de tua pupila aguçada
Qual poeira cósmica estrelada
Ao redor de Saturno.

É uma aquarela hipnótica,
Expressiva janela gótica,
Vitrais da catedral.

É a ordem que me mantém em órbita,
Afirmação mística e exótica
A estimular os instintos.

É a essência da plenitude,
A serenidade amiúde,
Um sonho de felicidade.

E com tudo isso, esvai-se pronto
Estabelecendo interno confronto
De minha alma em abstinência...
Crescente demência,
Latente...
Absorto...



Jejels, setembro 2015.

Fantasia de uma noite chuvosa

Na penumbra do quarto desconhecido,
Coloridos papéis descansavam sobre a cama
- Panorama misterioso em minha mente contido.
 
Sentado à beira do leito,
Com o peito nu e aberto, alvo menino
Com divino feitio constrói com o papel
Um pássaro perfeito.
 
Tsuru para boa sorte
- para que da morte possa escapar;
Um papagaio em seguida
Para que repetidas vezes a verdade possa falar.
 
E numa andorinha, a luz de seus olhos
Em pequenina ave deposita com carinho
Como ninho de afeição morno e sólido.
 
Mas um sorriso lhe cobre a face
Quando nasce do papel gracioso colibri
Que em frenesi e velocidade, asas e coração bate
E rebate em alegria que o faz rir.

Tinha o menino, nas mãos, pássaros em arranjo.
Seus longos cabelos à brisa; nos olhos, o sol guardado.
Menino alado... um anjo a dobrar pássaros.

Jejels, 21/11/2015.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Boz

"Nunca feche seus lábios para aqueles a quem você já abriu seu coração."
 
 
Charles Dickens

De um dia cinzento

Algumas palavras sem sentido ou motivo vindas de substâncias irritantes para alguém cativante que mora nas nuvens. Mas o que são palavras se não letras rabiscadas em um pedaço de papel? Algo tão simples e corriqueiro, beiro o ridículo ou o inútil, posto que qualquer chuvisco ou vento poderia de súbito, levar essas vacilantes palavras para longe de seu destinatário. E quão hilário ou melancólico seriam os rabiscos e garranchos se desmanchando em sílabas, e por fim, apenas letras, papel rasgado e a tinta já sem sentido da caneta que em meus dedos esteve quando escrevi pensando em tudo e em nada... ou talvez nos olhos dele.


Jejels, 18/11/2015.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Um brinde ao presente

Olhar tinto.
Sol e céu nele estampados,
Enlaçados numa visão hipnótica,
Lógica da paixão desperta em mim.

Toque suave,
A delicadeza do momento aflora.
Afora nós, nada importa,
A porta se fecha a todo entorno.

Beijo leve,
Que entorpece todos os sentidos,
Aflitos pensamentos distancia
E vicia, com uma dose de esquecimento.


Jejels, 25/10/2015.


Soneto da íris-sol

Mesmo com o céu nublado
E tanta névoa de futuro e passado,
O sol continuava radiante
E não mais tão distante.

Por um momento breve,
Sutil suspiro da alma,
A calma de tal instante leve
Como as nuvens que encobriam o céu.

Mas nesse dia, havia encolhido
E um par de olhos escolhido
O sol para habitar.

E assim, pude ver tão perto
Um por-do-sol secreto
Nas ondas hipnóticas do teu olhar.



Jejels, 21/10/2015.

~Postado em 17 de novembro ao menino dos olhos azuis que hoje completa 20 primaveras.

domingo, 15 de novembro de 2015

A Dança/ Soneto XVII

Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho..



Pablo Neruda em Cem Sonetos de Amor. Porto Alegre: L&PM, 2006.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Down on the floor

Inspirar e expirar.
Parecia uma tarefa fácil.
Mas no cheiro, nos olhos, no tátil,
Ficou por conta do SNA.


Jejels, 09/11/2015.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

What does he taste like?

He tastes like smiles
And adventure.
He tastes like joy
And passion.
That's what he tastes like.


Jejels, 08/11/2015.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Bilhete

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...



Mário Quintana.

In memory of the amazing november 8th.

domingo, 8 de novembro de 2015

Duplo céu

As nuvens figuram em claro azul,
Do Sul ao Norte perduram
No infinito que se abre límpido,
Tornando ínfimo meu pesar.

Os espelhos são gêmeos,
Extensos e cheios de conselhos
Que se ditam em silêncio
Enquanto penso em nada mais.

E os astros radiantes encantam
E implantam em meu coração
Paixão e arritmia de instante
- a consciência vaga distante.

Divindade se faz presente,
Incrível poder sobre a mente
Tornando intensa a tontura
Perante tal ternura angelical.

Talvez esteja mesmo morrendo
Incrédula, com as mãos tremendo
E nos lábios, um sorriso
De quem percebe ter chegado ao paraíso.


Jejels, 01/11/2015.

O que dizer das madrugadas?

Que as tuas palavras preenchem como estrelas,
Centelhas que fazem brilhar meus olhos.
E sinto como se estivéssemos juntos
Num mundo tão distante do real.

E posso imaginar teu sorriso tão perto,
Um liberto sentimento de felicidade me envolve.

E nesse abraço tão suave e terno,
Fraterno sentimento invade meu peito
Com a paz que dos teus olhos transborda
Recorda-me da textura e sabor que as nuvens devem ter.

E na doce nuvem de tua etérea presença,
A diferença entre os tons de azul se dissolve
E me envolve ao fechar os olhos em sono e serenidade
A felicidade de adormecer nos imaginários braços teus.


Jejels, 08/11/2015.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Madrugada musical

Palavras e acordes
Em intercâmbio,
Dinâmico ritmo,
A noite sacode.

Tolices escritas
Na embriaguez da noite
De sentimentos inconstantes
Em coração que crepita.

E vencida pelas canções
E pela conversa que vai e vem,
A insônia se dissolve
Como o sol a se esconder abaixo do chão.


Jejels, 10/10/2015.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Metafísica

Te toco mesmo sem te tocar
Pelos espaços vazios de tua composição
Em constelação no céu escuro e azul da noite.


Te toco mesmo sem te tocar
Com palavras invisíveis que escrevo
Em relevo alcançam tua pele alva em arrepios.


Te toco mesmo sem te tocar
Através do som que propaga as canções
Em corações entrelaça os sentimentos que saem da minha boca.


E me tocas, mesmo sem me tocares
Com gestos abstratos a cada dia
E a alegria que semeias em meu rosto cansado.



Jejels, 04/11/2015.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Olhos de chuva e sol

Braços que se entrelaçam à beira do abismo:
Um abraço pode ser mais que isso,
Duas pessoas dividindo o mesmo sorriso
No chuvisco de uma manhã melancólica.


Não há palavra certa ou errada
Para curar a dor de uma história terminada.
Nem açúcar, nem álcool, morfina, formol...
Mas talvez reconforte tal inércia calada.


Olhos de chuva encontram olhos de sol.



Jejels, 29/10/2015.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Dear Time

Dear Time,
I swear tonight will be the last time
That I will bother you to ask
To stop or make my day last.


Dear Time,
I know he's not and will never be mine,
But please hear my wish tonight
Let his embrace still hold me tight.


Dear Time,
I can't forget the colours of his eyes
Looking at mine softly
His look is still so lovely.


Dear Time,
I promise I'll be fine (or at least, I'll try),
But let me keep this moment
His kiss should last a little longer.


Dear Time,
I know some day you'll pass us by
And all of this will be a memory,
But please, have you got no mercy?


Dear Time,
I'll make all this a song
So once it's over and he's gone
I'll still listen to his eyes,
Those pretty sunshine eyes
And his heartbeats,
His smile and fingerprints

Whispering for me this lullaby...
'Cause I know someday
There will be no other way
But to say goodbye.




Jejels, 26/10/2015.

domingo, 25 de outubro de 2015

Esta noite

Eu que tinha tantas palavras,
Que tantos versos rimava,
Tive a boca e dedos secos esta noite.

Eu que tanto pensava,
Que tanto controlava,
Tive a mente vazia e entorpecida à tua fronte.

Eu que tanto chorava,
Que tantas lamentações cantava,
Tive no rosto um sorriso bobo e insone.


Jejels, 25/10/2015.

sábado, 24 de outubro de 2015

Transe

Hipnose.
A mente vaga em círculos,
Tontura e delírio,
Coração metamorfose.


Respiro tão perto,
Destino incerto
Direto dos teus lábios
Palpitar monossilábico.


Expande-se o azul
E suga-me o centro negro,
Da tua mente, o centro
Absorve o âmago nu.


Sem mais segredos,
Entregue ao medo,
Mergulho no momento,
Na embriaguez do beijo.



Jejels, 23/10/2015.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Do pressentimento

Em uma tarde quente,
Diferente brisa refrescava
Enquanto descansava na grama
Olhar contente.

E a profecia fora ditada,
Virada sorte em forma de cílio;
Um brilho acendera no coração,
Nos olhos queimou a paixão.

Já não era sonho, afinal,
Recompensa de anos a fio,
Felicidade sem igual
-tudo isso em um pequeno cílio
Que teu dedo deixou ao meu.


Jejels, 18/10/2015.

Entrelinhas

E para quebrar o gelo,
Uma brincadeira diferente:
Diga o que vier à mente.


Memória.
Amigo.
História.
Perigo.


Verde.
Laço.
Parede.
Abraço.


Música.
Medo.
Súplica.
Segredo.


Surpresa.
Espontâneo.
Leveza.
Momentâneo.


Sem.
Teu.
Óculos.
Um.
Ósculo.



Jejels, 23/10/2015.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Devaneio sobre o vazio

Tudo o que vejo
Pode não ser o que parece.
Cresce e expande à frente
Diferente visão de mundo.

Porque os olhos enganam,
Aprisionam imagens codificadas,
Padronizadas ideias de realidade
-apenas luz através de lentes humanas.

Mas a essência vai além do que se capta,
A compacta figura que se vê,
Decompõe-se em partícula o ser,
Misteriosa eletrosfera circunda.

E imenso é o vazio em sua composição,
Enganado tolo coração
Que sente o abraço reconfortante
Mesmo que os braços estejam eternamente distantes.


Jejels, 21/10/2015.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Scar Tissue



Scar tissue that I wished you saw
Sarcastic mister know it all
Close your eyes and I'll kiss you 'cause
With the birds I'll share

With the birds I'll share
This lonely view
With the birds I'll share
This lonely view

Push me up against the wall
Young Kentucky Girl in a push-up bra
Fallin' all over myself
To lick your heart and taste you health 'cause
With the birds I'll share
This lonely view

With the birds I'll share
This lonely view
With the birds I'll share
This lonely view

Blood loss in a bathroom stall
Southern girl with a scarlet drawl
Wave good-bye to ma and pa 'cause
With the birds I'll share
With the birds I'll share
This lonely view
With the birds I'll share
This lonely view

Soft spoken with a broken jaw
Step outside but not to brawl
Autumn's sweet we call it fall
I'll make it to the moon even if I have to crawl and
With the birds I'll share
This lonely view...

Scar tissue that I wished you saw
Sarcastic mister know it all
Close your eyes and I'll kiss you 'cause
With the birds I'll share
With the birds I'll share
This lonely view
With the birds I'll share
This lonely view




Red Hot Chili Peppers

O teu riso

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
por vezes com os olhos
cansados de terem visto
a terra que não muda,
mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, na hora
mais obscura desfia
o teu riso, e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

Perto do mar no outono,
o teu riso deve erguer
a sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero o teu riso como
a flor que eu esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
curvas da ilha,
ri-te deste rapaz
desajeitado que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando os meus passos se forem,
quando os meus passos voltarem,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.




Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Amarguras da vida

Seria a sina,
Ironia do destino,
Sino que anuncia a despedida
Toda vez que nos reencontramos?

Jejels, 19/10/2015.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Iluminado

Nesse momento ímpar do dia,
A luz que cintila ao longe
No horizonte, colorida
Toca os olhos, colore a alma.

Faz lembrar a finitude,
Faz valorizar cada segundo
Como se o mundo fosse ao chão,
O último pulso do coração.

Em tons quentes e vivos,
Rasgando o céu, incisivo,
O sol se desmancha num espaço breve,
Num leve suspirar de esplendor.

Glorioso fim
Ou magnífico início.
Este é o ciclo
Que rege o universo.

Uma moldura transitória,
Em constante metamorfose
Chora uma nuvem distante
Antes de se dissipar no céu.

E resta o azul novamente,
Displicente sentimento de abandono,
Mas em contraste ao inevitável sono,
Há a esperança de um novo dia reluzente.



Jejels, 13/10/2015.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O pôr-do-sol

O sol se põe
E também eu devo me ocultar
- nada fazer, nada falar.

A distância me consome
Com a fome da saudade,
Arde todos os dias,
Agonia sem fim.

O sol se põe
Em olhos da cor do céu
- em meu coração, escarcéu.

A proximidade extasia,
Fantasia com que sonho
E escondo todos os dias
Vendo o sol se pondo.


Jejels, 09/09/2015.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Trivial

Espio a vitrine virtual
E vejo apenas um mundo de mentiras:
Exibições rasas,
Desfile de máscaras,
Extensa farsa.


Jejels, 07/09/2015.

sábado, 5 de setembro de 2015

Finalmente em palavras

Desapontamentos e
Desencontros,
Noites de monstros e tormenta
Em que o peito bate em descompasso
A um passo do abismo da loucura,
Na abstinência de ternura.
Solidão soturna invade o âmago da alma.

"Calma"...
Já não sei o que é.


Jejels, 03/09/2015.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Umas palavras sobre o que sinto...

"Se você foi rejeitado muitas vezes em sua vida, então uma rejeição a mais não vai fazer muita diferença. Se você for rejeitado, não conclua automaticamente que a culpa é sua. A outra pessoa pode ter diversos motivos para não fazer o que você quer que ela faça: talvez nenhum deles tenha algo a ver com você. Talvez a pessoa esteja ocupada ou não se sentindo bem ou sem o menor interesse em passar um tempo com você. Rejeições são parte da vida cotidiana. Não deixe que elas o incomodem. Continue tentando alcançar outros. Continue tentando alcançar outros. Quando você começar a receber respostas positivas, então você estará no caminho certo. É tudo uma questão de números. Conte as respostas positivas e esqueça as rejeições."

Autor desconhecido.

sábado, 30 de maio de 2015

Do abraço onde já coube, ao qual retorno

Meus olhos descansam na profundidade dos teus
Enquanto meu coração em teu peito bate.
Tudo que nos separa se parte
E a sinceridade volta a nos unir.

O que antes divagava, perdido em sombras,
Não mais se assemelha à neblina matinal.
O real sentimento reacende
Flores novas a surgir na alfombra.

Palavras antigas em meus lábios novamente,
Mas não são as frases que se cantam,
Encantam pela maneira como são ditas.

Nos detalhes, pequenas entrelinhas
Linhas invisíveis que nos envolvem
E revolvem em asas de borboletas.



Jejels, 30/05/2015.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Imperfeição

"O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição. Como são sábios aqueles que se entregam às loucuras do amor!"
 
Joshua Cooke.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Energias positivas

Um pássaro envio
Em pensamento
O que estou sentindo
Espero poder alcançá-lo.

Jejels, 12/05/2015.


Correntes e refúgios

Sombra que persegue noite e dia
Reverbera em ansiedade e agonia
Tardia manifestação de culpa,
Estrutura que sustenta meu semblante soturno.

Retorno ao amor acorrentado
Podado espírito aventureiro e apaixonado,
Drenado sonho de fantasias adornado
- apenas a inexorável realidade retornando.

Noites insones e refúgios literários,
Oníricos distúrbios de um coração fissurado,
Silêncio aterrador na madrugada recorrente
E as correntes de minha própria mente
Mantêm viva e úmida a lágrima.


Jejels, 21/05/2015.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Os quatro elementos

Energia, do centro ao periférico, guiando e expandindo, crescendo e encolhendo. O arrastar, o fluir, o crescer, o explodir, reverberar, energia a espalhar, movimento que não cessa e expressa sem pressa, com pressa, urgência, clemência de deixar falar, deixar viver, deixar sentir... emoções, escuridão, diálogo interno e versos em movimento, ouvir o corpo e sentir a energia - sem pensar, sem reprimir, sem esconder, apenas deixar ser, deixar fluir...
Liberdade - voar, correr, saltar, arrastar... viver... viver... e só.


Jejels, 18/04/2015.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Centímetro

E por cada centímetro dessa distância
um momento para saudade e outro para sanidade
ao longe estão os corpos, que se atraem por apenas existirem
e por aqui ficam as imagens, que respeito e apavoro
são marcas, são vãos, são chuvas e são secas
tudo para um estado de quase nada.
Os centímetros crescem e decrescem
a saudade vai a loucura chega, a saudade chega à sanidade vai
nas idas e nas vindas, corpos, que por serem apenas corpos se prendem em amarras que te surram e te libertam
insuportável, mas calculável todo peso e leveza
do desejo de um simples gozo, mais um poema.
Ao longe e ao perto, ao certo e ao embaraço
a tudo que possa ser sentido por longos centímetros
tons de saudades e loucuras, que fazemos em todos nossos espaços.


Igor Melo em <http://igormelofisi.blogspot.com.br/>

domingo, 10 de maio de 2015

Improviso a partir da sua fala

E o seu perfume permanece no ambiente
Como lembrete,
Alucinação permanente.

Perdem-se os sentidos de querer e poder
Na repressão do dever
E no impedimento de esquecer.

E no aumento de devaneios e suspiros,
Piromaníaco instinto 
De querer transbordar a chama que queima
Quando deveria desviar-se da centelha.

E provocar a combustão,
Desviar-se do medo
De manter em segredo,
Caminhando à autodestruição.


Jejels, 05/05/2015.

sábado, 9 de maio de 2015

Do âmago

Sou uma fagulha. Uma centelha esperando. Apenas esperando um momento para deixar escapar o que queima por dentro. Expelir as labaredas que dançam internamente.
Sou uma fagulha esperando ser acesa...com palavras de paixão...toque de carinho...sou uma fagulha esperando o momento de incendiar por completo. Não pensar, apenas sentir. Não pensar em nada, apenas sentir o momento.
Sou uma alma em chamas que se espalha onde encontra combustível...um toque a deslizar nos braços, a brasa de um olhar penetrante, a ardência de lábios a tocar a pele...
Sou uma alma em chamas, o desejo de viver o momento. Sem pensar no que é certo ou errado. Sem pensar no que deveria ser ou nas consequências. Sem pensar, apenas sentir. Sem pensar, apenas sentir.


Jejels, 08/05/2015.

A música do teu suspiro

O timbre que me encanta
Às vezes silencia ao meu lado
Com o rosto ao meu colado,
Seu calor emana.

E sinto essa respiração
Tão próxima, tão doce,
A mim trouxe
Tremores no coração.

Uma suave sensação
De embriaguez e devaneio,
Desconexão com o meio,
Deixa-me sem ação.

E desejo apenas permanecer
Nesse estado de quase suspirar,
O resto do mundo esquecer
E os olhos fechar.


Jejels, 01/05/2015.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Pra onde eu devo ir


Teu sorriso na varanda
Teus olhos pra me perder
Nossos sonhos nossa casa
Nada mais queria ter
Mas se as portas aparecem já fechadas
E eu não posso entrar...
Pra onde eu devo ir?
Pra onde eu devo ir ou voltar?
Temos tanto pra falar
Coisas pra esquecer
Lugares que eu quero te levar
Pra isso não morrer em você
Eu me perco em pensamentos coisas tolas
Só me encontro ao pensar nas nossas coisas
Eu já não sou mais quem eu fui
Como eu errei...
Pra onde eu devo ir?
Pra onde eu devo ir ou voltar?
Pra onde eu devo ir?
Me diz se eu devo ir!
Pois a cada dia que eu não vejo você
A cada dia que eu não vejo você
É como não viver
Pra onde eu devo ir?
Me diz se eu devo ir?
Teu sorriso na varanda
Teus olhos pra me perder
Pra onde eu devo ir?


Vanguart.

Iminência

Não cabia mais nada naquele momento.

Não cabia nem um dedo...
Não cabia nem um dedo.


Jejels, 08/05/2015.

Fog

Dia do silêncio e uma neblina introduz o dia. Reluz a opacidade, ar de mistério a envolver a cidade. Um novo dia a emergir, novas oportunidades a surgir, profundidade no pensamento, no peito, nos olhos.
Jogos de investigação e controle, fôlego debaixo de água e terra, espera por momentos que talvez virão somente em sonho. Medonho confronto interno do ser.


Jejels, 07/05/2015.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

A três metros

Perto, porém distante,
Destino incerto,
Errante índole,
Síncope,
Paradoxo.


Jejels, 29/04/2015.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Showbiz


Controlling my feelings for too long.
Controlling my feelings for too long.
Controlling my feelings for too long.
Controlling my feelings for too long.
And forcing our darkest souls to unfold.
And forcing our darkest souls to unfold.
And pushing us into self destruction.
And pushing us into self destruction.
They make me, make me dream your dreams.
They make me, make me scream your screams.
Trying to please you for too long.
Trying to please you for too long.
Visions of greed you wallow.
Rhythms of greed you wallow.
Visions of greed you wallow.
Rhythms of greed you wallow.
They make me, make me dream your dreams.
They make me, make me scream your screams.

Muse.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Memorizando

Alegria repentina,
Falo em surdina
Para que não ouças meu coração agitado.

O teu, porém, sinto pulsar
Em teu ombro direito
Onde havia minha cabeça a repousar.

Fecho os olhos para que não perceba
Que me embriago nesse momento,
Imaginando meu (ainda) irrealizado intento.

Fecho os olhos para que não perceba
Que me embriago nesse momento
E memorizo-o para que não pereça.


Jejels, 23/04/2015.

Sobre os que escrevem...

"Escrever é algo que se faz sozinho. É uma profissão para introvertidos que querem te contar uma história mas não querem te olhar nos olhos enquanto a contam."

John Green

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Letras invisíveis

Já sentiu algo tão intenso
Que doesse esconder?
Que desejasse florescer?

Pois dentre desejos irrealizados
E noites de resguardo,
Surgiu este doce sonho.

A imaginação é magnífica
Por nos levar a lugares desconhecidos,
Tornar reais cenários de livros,
Dar à realidade um toque retorcido.

E nesta noite de sono,
De apenas um sonho me recordo
E nele, diferente de quando acordo,
Havia lábios além do quimono.


Jejels, 23/04/2015.

Alucinação

Uma visão no escuro
Semblante taciturno
Instala-se em meu rosto.

Uma miragem, quem sabe?
Um rosto que já não cabe
Em meu inconsciente.

Olhar de relance,
Lembrança do romance
Que deveria perecer.

Mas parece contínua a loucura,
Estado de solidão e lamúria
E o proibido sentimento aflorando novamente.


Jejels, 22/04/2015.

O que não termina quando acaba.

Pinga a gota

Cai a chuva
Conta a gota
E chove o dia
Escorre
Esconde
E pia
Pia
Torneira vazia
Pingando
Dezembro
O dia
Dizia
Seria
Você
Quem viria
À noite
Vazia
Vagando
Sonhando
Lembrando
Me contando
Que seria
Gota a gota
Que se enchia
Uma lágrima

Luísa L'abbate.
[acesso em http://poeticainvoluntaria.blogspot.com.br/ ]

terça-feira, 21 de abril de 2015

Desencontro

As luzes acendem-se
Ao sumir o sol no horizonte
E fazem nascer em mim ansiedade estonteante.

Dez minutos espero,
Vinte, trinta, quarenta,
Mas não avisto o que quero.

E toda a magia se desfaz
Conforme os minutos avançam
E nada mais me apraz.

E sento sem companhia
Nas mãos, despedaçado sobrou
Apenas um coração à espera de Godot.


Jejels, 15/04/2015.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Onze e quarenta e dois

O sono não me vem
E nada mais convém.

Minha voz não cessa,
Mesmo com pressa - 
Palavras e mais palavras.

O sono desparece, Ansiedade cresce
E já não há o que fazer.

Mas a lua já vai alta,
Amanhã há obrigações em pauta
E nenhum tempo a perder.

E devo calar-me,
Jamais fazer alarde
E deixá-lo adormecer.


Jejels, 15/04/2015.

Queimando

Fogo, energia que começa pequena...uma faísca que se espalha aos poucos. No início, o calor prazeroso. Espalha-se de repente, toma conta, consome, ardente, todas as partes do corpo. E quando não há mais combustível, quando tudo já foi consumido, torno-me o próprio fogo e espalho meu ímpeto - queimo, rodopio, incendeio tudo ao meu redor. Queimar, virar pó. Queimar, virar pó. Sem piedade, sem clemência, sem paciência, sem pudor. A urgência do calor. O combustível, a condução, a depredação... espalhando-se impulsivo, por todo o corpo, dentro e fora dele, por todo o espaço ao redor... fogo egoísta, individualista. Consome, imperialista.


Jejels, 18/04/2015.

domingo, 19 de abril de 2015

Lonely friday

Espera
Conserva
Preserva
Persevera.

Espera
Esperando
Esperando
Esperança.


Jejels, 17/04/2015.

sábado, 18 de abril de 2015

Viagem para as montanhas

Que longa estrada nos separa
- além de todas as circunstâncias imperativas.
Que de fantasias devo alimentar mente e coração
A cada despertar, talvez,
Por segurança, medida sedativa.

Que longa estrada nos separa
- além do tempo e do impossível toque,
Ainda com o caminho vigiado por trolls e orcs.
Que de sonhos devo me manter, talvez,
Universo paralelo para me despir de lucidez.


Jejels, 17/04/2015.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Saudosos pensamentos

Saudade
Invade sorrateira,
Faceira, roubando
Tranquilidade, paz, sono.

Indiscreta, manifestando-se
Em olhos que brilham
E risos que vibram
Ao vê-lo se aproximando.

E converte alegria
Em inquietação e agonia
Ao vê-lo partir
Sem que eu possa reagir.

Saudade
Invade insolente,
Inconsequente, convertendo
Sentimento e ausências em melancólico pensamento.


Jejels, 08/04/2015.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Que me quedes tu


Que se arruinen los canales de noticias
Con lo mucho que odio la televisión
Que se vuelvan anticuadas las sonrisas
Y se extingan todas las puestas de sol
Que se supriman las doctrinas y deberes
Que se terminen las peliculas de acción
Que se destruyan en el mundo los placeres
Y que se escriba hoy una última canción
Pero que me quedes tú y me quede tu abrazo
Y el beso que inventas cada día
Y que me quede aquí después del ocaso
Para siempre tu melancolía
Por que yo, sí, que dependo de tí
Y si me quedas tú
Me queda la vida
Que desaparescan todos los vecinos
Y se coman las sobras de mi inocencia
Que se vayan uno a uno los amigos
Y acribillen mi pedazo de conciencia
Que se consuman las palabras en los lábios
Que contaminen todo el agua del planeta
O que renuncien los filántropos y sábios
Y que se muera hoy hasta el último poeta
Pero que me quedes tú y me quede tu abrazo
Y el beso que inventas cada día
Y que me quede aquí después del ocaso
Para siempre tu melancolía
Por que yo sí que dependo de tí
Y si me quedas tú
Me queda la vida.

Shakira.