quinta-feira, 26 de março de 2015

À distância

O amanhã já parece distante 
Como o topo do monte Everest,
As horas multiplicam-se dançantes,
Zilhões de grãos de poeira celeste.

Será isso o que somos
- poeira ao vento?
O que a ciência significa enfim
Quando é incontável o maremoto de emoções
Dos universos de onde vim
- infinitos universos
Habitando um par de corações?

É tão imensurável infinito,
Este das horas que nos separam,
Que é minha pequenez o que sinto
Perante a imensidão a que me comparo.

E o que dizer então
Da distância do que sinto que deveríamos ser;
Em minha cabeça, essa distorção
Que me faz enlouquecer.

É o infinito mais vasto
Este do amor que sinto.
Sei que da perfeição muito me afasto,
Mas é imperfeito e infinito.


Jejels, 24/01/2015.

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