quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Devaneio sobre o vazio

Tudo o que vejo
Pode não ser o que parece.
Cresce e expande à frente
Diferente visão de mundo.

Porque os olhos enganam,
Aprisionam imagens codificadas,
Padronizadas ideias de realidade
-apenas luz através de lentes humanas.

Mas a essência vai além do que se capta,
A compacta figura que se vê,
Decompõe-se em partícula o ser,
Misteriosa eletrosfera circunda.

E imenso é o vazio em sua composição,
Enganado tolo coração
Que sente o abraço reconfortante
Mesmo que os braços estejam eternamente distantes.


Jejels, 21/10/2015.

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