segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A Figueira

Em tua sombra, repouso em paz
Livre de tormentos, tempestuosos pensamentos,
Auto crítica mordaz...
Livre de todo desalento.

Ao contrário, sinto-me abraçada
Pelas largas folhas da Figueira,
Impedem-me de pelo sol extenuante ser alçada
E na chuva, abrasa meu coração qual fogueira.

É meu refúgio das tempestades interiores,
Minha terapia em forma de flores ocultas
Cuja polinização em simbiose resulta
Em sementes vivas e sem pudores.

Grandiosa espalhando-se no espaço,
Árvore de frágeis ramos e cultivada em sol pleno,
É capaz de tornar meu espírito sereno
Tornando-se lar como amplo abraço.


Jejels, 29/11/2015.

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