segunda-feira, 23 de novembro de 2015

De um dia cinzento

Algumas palavras sem sentido ou motivo vindas de substâncias irritantes para alguém cativante que mora nas nuvens. Mas o que são palavras se não letras rabiscadas em um pedaço de papel? Algo tão simples e corriqueiro, beiro o ridículo ou o inútil, posto que qualquer chuvisco ou vento poderia de súbito, levar essas vacilantes palavras para longe de seu destinatário. E quão hilário ou melancólico seriam os rabiscos e garranchos se desmanchando em sílabas, e por fim, apenas letras, papel rasgado e a tinta já sem sentido da caneta que em meus dedos esteve quando escrevi pensando em tudo e em nada... ou talvez nos olhos dele.


Jejels, 18/11/2015.

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