domingo, 8 de novembro de 2015

Duplo céu

As nuvens figuram em claro azul,
Do Sul ao Norte perduram
No infinito que se abre límpido,
Tornando ínfimo meu pesar.

Os espelhos são gêmeos,
Extensos e cheios de conselhos
Que se ditam em silêncio
Enquanto penso em nada mais.

E os astros radiantes encantam
E implantam em meu coração
Paixão e arritmia de instante
- a consciência vaga distante.

Divindade se faz presente,
Incrível poder sobre a mente
Tornando intensa a tontura
Perante tal ternura angelical.

Talvez esteja mesmo morrendo
Incrédula, com as mãos tremendo
E nos lábios, um sorriso
De quem percebe ter chegado ao paraíso.


Jejels, 01/11/2015.

Nenhum comentário: