segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Trinta de novembro

Esqueceste-te de mim?
O trigésimo dia do mês já corre pelo tempo,
Como o dente-de-leão soprado ao vento,
Inicia-se esperançoso, mas não retorna ao jardim.
 
Por ti, as horas sangram pela boca das estrelas
Mancham a noite de ansiedade e angústia;
Por ti, minha alma revolve e rasteja
Ao chão, rubras pétalas despedaçadas de fúcsia.
 
Alucinações sobre morte e repressão,
O tão liberto mês chega ao final
Incríveis palavras e momentos em meu coração
Misturam-se em medo e confusão mental.

Posto que a magia parece chegar ao fim,
Eu-Lua relembro-me de minha escuridão
- Que do Sol, apenas reflito a luz em suspensão;
Que sem teus olhos, minha alma já não sorri.
 

Jejels, 30/11/2015.

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