terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Telepatia

Dirigindo pelos caminhos da rotina,
Dos olhos azuis, a menina
Ouvia canções da Vizinhança
Pensando naquela íntima dança
De olhares se encontrando na neblina,
De dedos entrelaçando-se em esperança.

Que minha juventude descanse em paz
- Ela a entregou nas mãos do anjo,
Aquele cuja mirada o sol refaz
Com as cores em hipnótico arranjo.

E mal eram quatorze horas,
Aquele sorriso ressurgiu, repentino
Que talvez, em quatorze minutos, sem demora,
Os pensamentos dele também a ela estariam dirigidos.

E via telepatia estariam reunidos
Alguns momentos antes do real reencontro
Numa prévia da alegria, querido,
Da ligação de dois pontos.


Jejels, 07/12/2015.

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