quinta-feira, 30 de abril de 2015

A três metros

Perto, porém distante,
Destino incerto,
Errante índole,
Síncope,
Paradoxo.


Jejels, 29/04/2015.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Showbiz


Controlling my feelings for too long.
Controlling my feelings for too long.
Controlling my feelings for too long.
Controlling my feelings for too long.
And forcing our darkest souls to unfold.
And forcing our darkest souls to unfold.
And pushing us into self destruction.
And pushing us into self destruction.
They make me, make me dream your dreams.
They make me, make me scream your screams.
Trying to please you for too long.
Trying to please you for too long.
Visions of greed you wallow.
Rhythms of greed you wallow.
Visions of greed you wallow.
Rhythms of greed you wallow.
They make me, make me dream your dreams.
They make me, make me scream your screams.

Muse.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Memorizando

Alegria repentina,
Falo em surdina
Para que não ouças meu coração agitado.

O teu, porém, sinto pulsar
Em teu ombro direito
Onde havia minha cabeça a repousar.

Fecho os olhos para que não perceba
Que me embriago nesse momento,
Imaginando meu (ainda) irrealizado intento.

Fecho os olhos para que não perceba
Que me embriago nesse momento
E memorizo-o para que não pereça.


Jejels, 23/04/2015.

Sobre os que escrevem...

"Escrever é algo que se faz sozinho. É uma profissão para introvertidos que querem te contar uma história mas não querem te olhar nos olhos enquanto a contam."

John Green

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Letras invisíveis

Já sentiu algo tão intenso
Que doesse esconder?
Que desejasse florescer?

Pois dentre desejos irrealizados
E noites de resguardo,
Surgiu este doce sonho.

A imaginação é magnífica
Por nos levar a lugares desconhecidos,
Tornar reais cenários de livros,
Dar à realidade um toque retorcido.

E nesta noite de sono,
De apenas um sonho me recordo
E nele, diferente de quando acordo,
Havia lábios além do quimono.


Jejels, 23/04/2015.

Alucinação

Uma visão no escuro
Semblante taciturno
Instala-se em meu rosto.

Uma miragem, quem sabe?
Um rosto que já não cabe
Em meu inconsciente.

Olhar de relance,
Lembrança do romance
Que deveria perecer.

Mas parece contínua a loucura,
Estado de solidão e lamúria
E o proibido sentimento aflorando novamente.


Jejels, 22/04/2015.

O que não termina quando acaba.

Pinga a gota

Cai a chuva
Conta a gota
E chove o dia
Escorre
Esconde
E pia
Pia
Torneira vazia
Pingando
Dezembro
O dia
Dizia
Seria
Você
Quem viria
À noite
Vazia
Vagando
Sonhando
Lembrando
Me contando
Que seria
Gota a gota
Que se enchia
Uma lágrima

Luísa L'abbate.
[acesso em http://poeticainvoluntaria.blogspot.com.br/ ]

terça-feira, 21 de abril de 2015

Desencontro

As luzes acendem-se
Ao sumir o sol no horizonte
E fazem nascer em mim ansiedade estonteante.

Dez minutos espero,
Vinte, trinta, quarenta,
Mas não avisto o que quero.

E toda a magia se desfaz
Conforme os minutos avançam
E nada mais me apraz.

E sento sem companhia
Nas mãos, despedaçado sobrou
Apenas um coração à espera de Godot.


Jejels, 15/04/2015.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Onze e quarenta e dois

O sono não me vem
E nada mais convém.

Minha voz não cessa,
Mesmo com pressa - 
Palavras e mais palavras.

O sono desparece, Ansiedade cresce
E já não há o que fazer.

Mas a lua já vai alta,
Amanhã há obrigações em pauta
E nenhum tempo a perder.

E devo calar-me,
Jamais fazer alarde
E deixá-lo adormecer.


Jejels, 15/04/2015.

Queimando

Fogo, energia que começa pequena...uma faísca que se espalha aos poucos. No início, o calor prazeroso. Espalha-se de repente, toma conta, consome, ardente, todas as partes do corpo. E quando não há mais combustível, quando tudo já foi consumido, torno-me o próprio fogo e espalho meu ímpeto - queimo, rodopio, incendeio tudo ao meu redor. Queimar, virar pó. Queimar, virar pó. Sem piedade, sem clemência, sem paciência, sem pudor. A urgência do calor. O combustível, a condução, a depredação... espalhando-se impulsivo, por todo o corpo, dentro e fora dele, por todo o espaço ao redor... fogo egoísta, individualista. Consome, imperialista.


Jejels, 18/04/2015.

domingo, 19 de abril de 2015

Lonely friday

Espera
Conserva
Preserva
Persevera.

Espera
Esperando
Esperando
Esperança.


Jejels, 17/04/2015.

sábado, 18 de abril de 2015

Viagem para as montanhas

Que longa estrada nos separa
- além de todas as circunstâncias imperativas.
Que de fantasias devo alimentar mente e coração
A cada despertar, talvez,
Por segurança, medida sedativa.

Que longa estrada nos separa
- além do tempo e do impossível toque,
Ainda com o caminho vigiado por trolls e orcs.
Que de sonhos devo me manter, talvez,
Universo paralelo para me despir de lucidez.


Jejels, 17/04/2015.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Saudosos pensamentos

Saudade
Invade sorrateira,
Faceira, roubando
Tranquilidade, paz, sono.

Indiscreta, manifestando-se
Em olhos que brilham
E risos que vibram
Ao vê-lo se aproximando.

E converte alegria
Em inquietação e agonia
Ao vê-lo partir
Sem que eu possa reagir.

Saudade
Invade insolente,
Inconsequente, convertendo
Sentimento e ausências em melancólico pensamento.


Jejels, 08/04/2015.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Que me quedes tu


Que se arruinen los canales de noticias
Con lo mucho que odio la televisión
Que se vuelvan anticuadas las sonrisas
Y se extingan todas las puestas de sol
Que se supriman las doctrinas y deberes
Que se terminen las peliculas de acción
Que se destruyan en el mundo los placeres
Y que se escriba hoy una última canción
Pero que me quedes tú y me quede tu abrazo
Y el beso que inventas cada día
Y que me quede aquí después del ocaso
Para siempre tu melancolía
Por que yo, sí, que dependo de tí
Y si me quedas tú
Me queda la vida
Que desaparescan todos los vecinos
Y se coman las sobras de mi inocencia
Que se vayan uno a uno los amigos
Y acribillen mi pedazo de conciencia
Que se consuman las palabras en los lábios
Que contaminen todo el agua del planeta
O que renuncien los filántropos y sábios
Y que se muera hoy hasta el último poeta
Pero que me quedes tú y me quede tu abrazo
Y el beso que inventas cada día
Y que me quede aquí después del ocaso
Para siempre tu melancolía
Por que yo sí que dependo de tí
Y si me quedas tú
Me queda la vida.

Shakira.

sábado, 11 de abril de 2015

Finalização por estrangulamento

Que a paixão não fosse uma armadilha
Tão ardilosa e de tão ágeis tentáculos;
Que fosse fácil contorná-la e persuadi-la
Sem cair no obscuro vácuo;
Que fosse como doença combatida,
Que não fosse eu tão vulnerável.

Que a paixão fosse seca e inóspita,
Infrutífera em meu coração;
Que não trouxesse tal atmosfera mórbida,
A bagunça como no olho de um furacão;
Que fosse efêmera e supérflua,
Mera onda perante a brisa trêmula.

Que não fosse eu tão fugidia,
Apaixonada errante na noite sombria;
Que soubesse pensar 
E sufocar todas as sementes.
Que pudesse cegar-me
E trancar-me eternamente.

Tudo isto desejo nesta noite...
Que tal ponte se construísse
Rumo a nova dimensão, talvez,
Em que meu coração se destruísse
E renascesse em sensatez.

Mas perdida como estou,
Resta-me divagar pelas horas
Com a lucidez que me restou
E delirar, mesmo quando fostes embora
Com o toque que não posso sentir,
As palavras que não posso ouvir,
O corpo que não posso abraçar
E todo esse veneno a me sufocar.


Jejels, 11/04/2015.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Do desespero de quando atravessas a porta

Por favor, não vá embora.
Há essa garota à tua espera,
Ela sente e chora
Quando tua ausência reverbera.

E resiste ao sono
Aguardando teus sinais
Mesmo que apenas em sonho
Possa sentir os carinhos irreais.

Por favor, não vá embora.
És o pouco que me resta de esperança,
O que mantém viva minha alma de criança.

Por favor, não vá embora.
És o pouco que me resta de alegria,
O que mantém meu coração longe da realidade sombria.


Jejels, 09/04/2015.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O guardião

Nova alegria das manhãs
É encontrar o guardião,
Desafogar-me do afã
Que me cobre a mente e o coração.

Os olhos claros e atentos
Guardam histórias e aventuras,
Despertam-me sentimentos
Revestidos em doçura.

E os cachos que lhe emolduram a face
Guardam o aspecto vampiresco,
E chama-me a atenção o enlace
Dos fios em arabescos.

Talvez os dentes guardem segredos
Que a língua não possa revelar,
Mas isso apenas aumenta o enredo
Dos mistérios que gosto de imaginar.

Mas do que gosto mesmo
É do que guardam os braços
Quando juntam-se em laço,
Envolvendo-me num terno abraço.


Jejels, 07/04/2015.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Libertação em versos

Vontade de escrever
Sobre nada em particular,
Emoção, saudade, jantar,
Ou o que eu deveria esquecer.

Talvez com as palavras
Esvaíssem-se as dores,
Meus fantasmas e horrores.

Talvez com as palavras
O coração se acalmasse,
Enfim desacelerasse.

E como catarse em letras,
Libertasse-me de todos os disfarces,
E até os mais ínfimos males dispersasse
Com precisão micrômetra.


Jejels, 07/04/2015.

What am I doing?

Confuso sentimento me entorpece,
Quando as estrelas mais parecem brilhar,
De repente, tudo esmaece.

Por que tudo pareceu tão difícil?
Por que minhas mãos congelavam?
Por que as risadas soavam
Transparecendo tanto nervosismo?

A quem quero enganar
Nesse típico jogo grená?
Não posso avançar
E, no entanto, não o consigo alertar.

Confuso sentimento me arrebata,
De tantas qualidades que ele vira,
Contava-lhe eu brancas mentiras.


Jejels, 04/04/2015.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Sobre um sofrido olhar apaixonado

Doces olhos que me fitam
Em suave dor palpitam
E carentes anseios suplicam.

Doces olhos me fitam,
Minhas culpas e amarguras crepitam...
Atiçam os fantasmas que em minh'alma habitam.


Jejels, 05/04/2015.

Roda da angústia

Balanceio,
Oscilações com o centro de gravidade,
Misto de anseios
Que me movimenta desestabilizando as bases.

E rodopio,
Exploro o espaço ao redor,
O cansaço, a força, o tremor,
O corpo em seu singular suspiro.


Jejels, 30/03/2015.