sábado, 30 de maio de 2015

Do abraço onde já coube, ao qual retorno

Meus olhos descansam na profundidade dos teus
Enquanto meu coração em teu peito bate.
Tudo que nos separa se parte
E a sinceridade volta a nos unir.

O que antes divagava, perdido em sombras,
Não mais se assemelha à neblina matinal.
O real sentimento reacende
Flores novas a surgir na alfombra.

Palavras antigas em meus lábios novamente,
Mas não são as frases que se cantam,
Encantam pela maneira como são ditas.

Nos detalhes, pequenas entrelinhas
Linhas invisíveis que nos envolvem
E revolvem em asas de borboletas.



Jejels, 30/05/2015.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Imperfeição

"O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição. Como são sábios aqueles que se entregam às loucuras do amor!"
 
Joshua Cooke.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Energias positivas

Um pássaro envio
Em pensamento
O que estou sentindo
Espero poder alcançá-lo.

Jejels, 12/05/2015.


Correntes e refúgios

Sombra que persegue noite e dia
Reverbera em ansiedade e agonia
Tardia manifestação de culpa,
Estrutura que sustenta meu semblante soturno.

Retorno ao amor acorrentado
Podado espírito aventureiro e apaixonado,
Drenado sonho de fantasias adornado
- apenas a inexorável realidade retornando.

Noites insones e refúgios literários,
Oníricos distúrbios de um coração fissurado,
Silêncio aterrador na madrugada recorrente
E as correntes de minha própria mente
Mantêm viva e úmida a lágrima.


Jejels, 21/05/2015.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Os quatro elementos

Energia, do centro ao periférico, guiando e expandindo, crescendo e encolhendo. O arrastar, o fluir, o crescer, o explodir, reverberar, energia a espalhar, movimento que não cessa e expressa sem pressa, com pressa, urgência, clemência de deixar falar, deixar viver, deixar sentir... emoções, escuridão, diálogo interno e versos em movimento, ouvir o corpo e sentir a energia - sem pensar, sem reprimir, sem esconder, apenas deixar ser, deixar fluir...
Liberdade - voar, correr, saltar, arrastar... viver... viver... e só.


Jejels, 18/04/2015.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Centímetro

E por cada centímetro dessa distância
um momento para saudade e outro para sanidade
ao longe estão os corpos, que se atraem por apenas existirem
e por aqui ficam as imagens, que respeito e apavoro
são marcas, são vãos, são chuvas e são secas
tudo para um estado de quase nada.
Os centímetros crescem e decrescem
a saudade vai a loucura chega, a saudade chega à sanidade vai
nas idas e nas vindas, corpos, que por serem apenas corpos se prendem em amarras que te surram e te libertam
insuportável, mas calculável todo peso e leveza
do desejo de um simples gozo, mais um poema.
Ao longe e ao perto, ao certo e ao embaraço
a tudo que possa ser sentido por longos centímetros
tons de saudades e loucuras, que fazemos em todos nossos espaços.


Igor Melo em <http://igormelofisi.blogspot.com.br/>

domingo, 10 de maio de 2015

Improviso a partir da sua fala

E o seu perfume permanece no ambiente
Como lembrete,
Alucinação permanente.

Perdem-se os sentidos de querer e poder
Na repressão do dever
E no impedimento de esquecer.

E no aumento de devaneios e suspiros,
Piromaníaco instinto 
De querer transbordar a chama que queima
Quando deveria desviar-se da centelha.

E provocar a combustão,
Desviar-se do medo
De manter em segredo,
Caminhando à autodestruição.


Jejels, 05/05/2015.

sábado, 9 de maio de 2015

Do âmago

Sou uma fagulha. Uma centelha esperando. Apenas esperando um momento para deixar escapar o que queima por dentro. Expelir as labaredas que dançam internamente.
Sou uma fagulha esperando ser acesa...com palavras de paixão...toque de carinho...sou uma fagulha esperando o momento de incendiar por completo. Não pensar, apenas sentir. Não pensar em nada, apenas sentir o momento.
Sou uma alma em chamas que se espalha onde encontra combustível...um toque a deslizar nos braços, a brasa de um olhar penetrante, a ardência de lábios a tocar a pele...
Sou uma alma em chamas, o desejo de viver o momento. Sem pensar no que é certo ou errado. Sem pensar no que deveria ser ou nas consequências. Sem pensar, apenas sentir. Sem pensar, apenas sentir.


Jejels, 08/05/2015.

A música do teu suspiro

O timbre que me encanta
Às vezes silencia ao meu lado
Com o rosto ao meu colado,
Seu calor emana.

E sinto essa respiração
Tão próxima, tão doce,
A mim trouxe
Tremores no coração.

Uma suave sensação
De embriaguez e devaneio,
Desconexão com o meio,
Deixa-me sem ação.

E desejo apenas permanecer
Nesse estado de quase suspirar,
O resto do mundo esquecer
E os olhos fechar.


Jejels, 01/05/2015.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Pra onde eu devo ir


Teu sorriso na varanda
Teus olhos pra me perder
Nossos sonhos nossa casa
Nada mais queria ter
Mas se as portas aparecem já fechadas
E eu não posso entrar...
Pra onde eu devo ir?
Pra onde eu devo ir ou voltar?
Temos tanto pra falar
Coisas pra esquecer
Lugares que eu quero te levar
Pra isso não morrer em você
Eu me perco em pensamentos coisas tolas
Só me encontro ao pensar nas nossas coisas
Eu já não sou mais quem eu fui
Como eu errei...
Pra onde eu devo ir?
Pra onde eu devo ir ou voltar?
Pra onde eu devo ir?
Me diz se eu devo ir!
Pois a cada dia que eu não vejo você
A cada dia que eu não vejo você
É como não viver
Pra onde eu devo ir?
Me diz se eu devo ir?
Teu sorriso na varanda
Teus olhos pra me perder
Pra onde eu devo ir?


Vanguart.

Iminência

Não cabia mais nada naquele momento.

Não cabia nem um dedo...
Não cabia nem um dedo.


Jejels, 08/05/2015.

Fog

Dia do silêncio e uma neblina introduz o dia. Reluz a opacidade, ar de mistério a envolver a cidade. Um novo dia a emergir, novas oportunidades a surgir, profundidade no pensamento, no peito, nos olhos.
Jogos de investigação e controle, fôlego debaixo de água e terra, espera por momentos que talvez virão somente em sonho. Medonho confronto interno do ser.


Jejels, 07/05/2015.