sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

About the last days

Maybe this is it...
A real Nightmare Before Christmas...



Jejels, 23/12/2016.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Ausência letárgica

A cada manhã
Uma letargia que me paralisa...
Os dias se vão com a brisa.

O mundo parece parado
Sem cor, sem perfume, nenhum agrado
Apenas o relógio a tiquetaquear.

À espera de uma resposta,
Continuo olhando na mesma direção...
O artefato que te traz em minha mão.

A cada manhã, 
Tua falta me paralisa...
Expande-se em abismo nossa divisa.


Jejels, 22/12/2016.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Quisera eu

Às vezes, eu queria ser pequena
E caber no bolso do teu casaco,
No menor espaço,
Leve como um poema.

E te acompanhar a cada dia, 
Compartilhar tua alegria
Em um dia nublado e chuvoso.

Queria ser pássaro
De ossos leves, que ao acaso
Pousa discreto ao teu lado
Na varanda da tua casa.

E ver-te sorrir tão lindo
O inconfundível riso
Dos teus olhos de sol.



Jejels, 21/11/2016.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Que lugar seria

Que lugar seria 
A realidade dos olhos
O sabor das palavras
Com que meu corpo estremeceria?

Que lugar seria
De risadas desmedidas
De abraços de verdade
Que a despedida desfaria?

Que lugar seria
De conversas fluidas
De conexão profunda
Onde meu coração se alegraria?

Que lugar seria?
Em distância e tempo persevera?
Meu peito tantas vezes silenciado
Por luz artificial em meu rosto cansado.


Jejels, 04/12/2016.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Contraste

Esperança de sobra
Sorrisos em estoque.
Mesmo sem meu toque,
Persiste tua alegria.

E se prolonga a esperança
Arrastada nas mais de duas mil horas
Que por teimosia ou maldade, de demora
Por mais que os dias pareçam passar.

A saudade como só eu a sinto
De maneira aguda e sufocante
Principalmente nas noites, errante,
Transforma em lágrimas o que antes era sorriso.

Por sim, por não,
Já não há como voltar.
Só resta esperar
Que sobreviva o coração.


Jejels, 04/12/2016.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Sobre um chocolate perdido

A tantos quilômetros de distância
O destino se torna cruel
Parece parar o relógio, o cronômetro...
Tempo a se arrastar.

Meus versos já insosos,
Repetitivos e previsíveis
Já não transmitem meu alvoroço,
Já não alcançam teus ouvidos.

E parece irônico
Depender do virtual e eletrônico,
E perceber que até o humano, em realidade,
Me tem falhado nesse momento de saudade.


Jejels, 25/11/16.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Menos 31

A saudade agarra meus tornozelos
E aperta meu peito
Num soneto sofrido.

Me arrasto no tempo
-parece que já não se move...
É 24 de novembro.
Dia 69.


Jejels,  24/11/16.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

1128 horas

O sol brilha do lado de fora,
Mas não me alcança através da janela.
Estou cansada, sem expectativa de melhora,
No cinzento, resta a última mancha amarela.

A distância que deveria parecer diminuir
Aumenta a cada dia, mesmo com o passar das horas
Se torna cada vez mais difícil sorrir
Com o rastejar do tempo que se demora.

E viver o hoje parece tarefa árdua,
Sabendo de minha ausência,
Quarenta e sete dias sem água.

Perturbados pensamentos me tiram o sono
E enfraqueço os ânimos na montanha
Como árvore que desfolha no outono.



Jejels, 02/11/2016.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

No colo teu

Não quero outro colo se não o teu.
Na tua calma, repouso meus tormentos,
Alimento sonhos que o tempo esmaeceu.
No teu doce suspiro, na tua atenta vigília,
Dia a dia, teu amor me fortalece
E esquece que o peito é pequeno demais,
Faz o mundo que sinto transbordar pelo meu olhar
Que desperta mais uma vez no colo teu,
Aconchegante eleito lar.


Jejels, 02/08/2016.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Espero e amo

Te amo e te espero
Sem medo ou mistério.
Te amo e te espero
Na agonia da minha ansiedade
Na imensidão da minha saudade.
Na alegria do riso teu
Que há tempos jã não ouço.
Na simplicidade de um esboço
Nas cartas que você me deu.
Te amo e te espero
Em devaneio aéreo
Meus pensamentos voam a você
E voltam a me envolver
Em doces lembranças.
Te amo e te espero
Com loucura e esperança
Como quem a chuva espera
No deserto do Atacama.
Te amo e te espero...
Contando os dias já incompletos
E a cada noite sonho e te chamo...
Te espero e te amo.


Jejels, 07/11/2016.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

True love waits



I'll drown my beliefs

To have your babies
I'll dress like your niece
To wash your swollen feet

Just don't leave
Don't leave

I'm not living
I'm just killing time
Your tiny hands
Your crazy kitten smile

Just don't leave
Don't leave

And true love waits 
In haunted attics
And true love lives
On lollipops and crisps

Just don't leave
Don't leave

Just don't leave...





Radiohead.

domingo, 30 de outubro de 2016

Recite

Às vezes não sei o que dizer
Os dias parecem incompletos
Não consigo esquecer
A inspiração dos meus versos.

Talvez Santiago pareça incrível
Para loucas aventuras em um plano infalível...
Mas posso dizer com certeza que essa cidade
Só alimenta cada vez mais minha saudade.


Jejels, 30/10/2016.

domingo, 23 de outubro de 2016

Embalo da chuva

Chove, chuva
Nesta tarde, cobre
A grama e meus olhos de frescor.
A cor que pinta os dias
É mutante, vibra,
E com ele, são todas cores de amor.

Chove, chuva
Tão tranquila, morna e limpa,
Apraz os meus ouvidos e assim me nina.
Em dois braços, forma-se o colo, coração a palpitar
Vermelho, azul Marinho, Lima...
Sutis e fluidas cores para um par.

Chove, chuva
Em meu sonho, testemunha
Um olhar que me vela, sonhador.
Um par de sóis brilhantes que me iluminam
Com a serenidade desse arco-íris de luz e cor.


Jejels, 10/03/2016.

sábado, 22 de outubro de 2016

Fisiologia

Cor e som penetram e inquietam
O palpitar por olhos e ouvidos.
Fazem parte de estar vivo
Pressões, balanços, mudanças,
Tempestades – e não apenas bonança.

E embora o caminhar seja voluntário,
É indiferente à minha vontade o pulso
Saltitante, indomável,
Autoexcitável máquina cardíaca,
Idílica ditadora de fluxo.

E transparecem em minha face
Medo, admiração, desgaste,
Comunicando sem palavra ou ruído
O que sinto, não sendo preciso frequência,
Mas apenas um pouco de paciência
Para perceber o coração em rebuliço.


Jejels, 30/10/2015.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Soneto do meu sentido

Ainda sinto nos lábios
O gosto do teu beijo cálido.
Com o aroma que só a ti pertence.
Com o hipnótico olhar que tudo vence.

Ainda sinto nos lábios
A tua presença morna
Que o vento sopra e retorna.

Ainda sinto nos lábios
Nossos sussurros vários
Que enchem meu coração e meus ouvidos
De esperança, de amor, de sentido.

Pois o que ainda sinto nos lábios
É o que mantém meu pulsar descompassado...
Teu amor: meu futuro, meu presente, nosso laço.


Jejels, 25/07/2016.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cores de Outubro

Estúpido amante,
Coração errante
A explodir versos, sorrisos,
Origamis, suspiros,
Surpresas coloridas
Num olhar cheio de vida
Que brilhava até nos dias escuros,
Transformava muros
Em nuvens suaves e delicadas
Com as quais hoje sonho acordada.


Jejels, 18/10/2016.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Houve

Houve um dia em que vestíamos a paz
e naquele lugar irradiou o amor absoluto
não havia a posse e não tinha a culpa
por lá o respeito brotava pelo chão.

Houve um tempo em que o tudo era quase nada
e na simplicidade construímos várias riquezas
os sorrisos eram livres e os abraços espontâneos
um corpo ia ao outro sem olhar as diferenças.

Houve um sonho onde tudo era como foi descrito
a música sempre livre como toda arte e sentimentos
não havia fronteiras o espaço ao lado era meu e era seu
o tudo não importava, pois o que bastava era o fazer, o compartilhar, o amar.


Igor Melo em <http://igormelofisi.blogspot.cl/>

domingo, 16 de outubro de 2016

Irene



Saudade, eu te matei de fome
E tarde, eu te enterrei com a mágoa
Se hoje eu já não sei teu nome
Teu rosto nunca me deu trégua

Milagre seria não ver
No amor, essa flor perene
Que brota na lua negra
Que seca, mas nunca morre

Verdade, eu te cerquei de longe
E tarde, eu encostei no medo
Se ontem eu cantei teu nome
O eco já não morre cedo

Milagre seria não ter
O amor, essa rima breve
Que o brilho da lua cheia
Acorda de um sono leve

Irene
Irene ri.


Rodrigo Aramante.

sábado, 15 de outubro de 2016

Morangos sem chocolate

Lábios doces de morango
Deixam por fim um sabor estranho
Um pouco amargo, na verdade...
É o gosto recorrente da saudade.


Jejels, 13/10/2015.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Suspiro aéreo

Da janela vejo as nuvens
Nossas memórias surgem
Tão alto, tão longe...
Mas sei onde te encontrar.

Ao fechar os olhos, posso sentir,
Ouvir, cheirar, tocar, reviver
Teus olhos cheios de sol e de luz,
Um rol de ti que me seduz.

E nas nuvens brancas, te imagino
Como nos brancos lençóis de aventura
Em tua cumplicidade, tua ternura.

E um suspiro escapa-me pelos lábios
Ao viajar com minha imaginação
Ao encontro do teu coração.


Jejels, 03/10/2016.

sábado, 1 de outubro de 2016

Primeiro de Outubro

Acordo de manhã pensando em que horas fostes dormir. Procuro por um boa noite ausente e imagino um semblante tranquilo a dormir. O dia longo arrastou-se o quanto pôde, absorvendo minhas energias a ritmo rápido e crescente. Uns chocolates para não baixar tanto os ânimos, uma música pra ocupar a cabeça. 
É primeiro de Outubro e o sol parece tão preguiçoso para levantar quanto eu. Mas os dois teremos que subir hora ou outra. Tomo mais um café da manhã sozinha e até a geleia lembra o teu sorriso. Um sorriso que tanto amo, no qual penso todos os dias. Volto à cama e não há sinal dos teus olhos. Talvez eles estejam descansando em uma branca nuvem do céu, confortável e com textura de uma consciência tranquila de dever cumprido. Depois de uns bons sorrisos e conversas com agradáveis companhias, imagino teus cabelos macios e escuros. Imagino o quanto tenham crescido nos útlimos dias e como seria enrolá-los em meus dedos mais uma vez. Imagino o formado em que teus lábios se abrem em um sorriso, o quanto teus dentes aparecem a quem os vê... e desejo ser esses olhos com a sorte de receber essa imagem. 
Mais um dia me chama a sair. Caminharemos pelo caminho mais curto por causa do atraso. E logo estarei imaginando se você já acordou porque são 12h12... mas ainda sem nenhuma certeza.


Jejels, 01/10/2016.

sábado, 17 de setembro de 2016

Hasta Luego

A distância começa a se aproximar
Não de forma paradoxal,
Mas temporalmente,
Assim de repente
Percebo que logo diremos adeus
Num até logo que não será mais breve
Nem leve.
Mas leve contigo
Esse meu sorriso.
A lembrança do que foi vivido...
Todo sentido que demos
Aos dias de domingo
E também às segundas de riso
Que quiseram ser livres,
Mas sempre encontravam um motivo ou outro
Para serem ocupadas demais.
Leve esse brilho
Nos teus olhos de sol,
Meu coração partido
Juntará seus pedaços ao si bemol
Dos acordes da minha saudade.
Que acorde em mim a jovialidade
Dos teus cachos ao vento
Revendo memórias num ritmo lento
Que é pra ver se engana o tempo
A passar mais depressa.
Leve este calor
Da tua pele com mania de vermelhidão
Que o inverno logo chegará em meu coração
E vou pensar em seu suéter de amor.
Mas de todas as coisas
Coisadas, declaradas e palhaçadas,
Leva este pedaço de mim
Nesses versos escritos da madrugada
Numa discreta loucura pranteada
Da ansiedade do que ainda não chegou.
Leva este coração que te amou
E que te seguirá amando
Pelos dias escuros através do oceano
Sonhando com o dia de te reencontrar
Na saudade que vai me sufocar
Nos quilômetros que vão aumentar
No tempo que vai se arrastar...
Mas prometo, amor
Minha paixão,
Mesmo na dor
Quando me sentir sem chão
Fecharei os olhos a cantarolar
A mesma canção que estiveres a escutar
E de alguma maneira, estaremos juntos
Embaixo do mesmo céu azul
Mesmo separados no mundo,
Estaremos juntos na JeLu.


Jejels, 13/06/2016.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Euforia

Quando a alegria é tanta,
Faz festa, expande, dança
Na rua, na lua, na tua boca
Com essa vontade louca,
Entusiasmo de criança.

Quando a felicidade transborda,
Nos eleva, nos transporta
Da grama à cama, às nuvens,
Aos belos olhos que tu tens,
Teu sorriso, divina porta.

Quando o júbilo é gigante,
Faz cócegas, instiga, penetrante
No pulmão, no coração, na alma
Contrapõe a rotina calma,
Explode em beijo contagiante. 


Jejels, 15/05/2016.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Como uma canção

Amo você
Assim de repente,
Num insolente ato de entregar meu coração.
Numa caótica, mas melodiosa canção
Que transborda o que sente...
Como apenas o amor pode fazer.


Jejels, 23/06/2016.

Nuvem




Nuvem
é você
Que não
Posso tocar

Nuvem
É você
Que me faz sombra
E às vezes chora
Sem querer

Tão lá no alto
Mesmo se salto
Não alcanço

Nuvem
É você
Por mais
Que eu almeje
Te tocar

Só faço um sonho
Que evapora ao despertar.



Rubel.

domingo, 4 de setembro de 2016

Planos desconstruídos

As horas passam lentas,
Atentas a cada frustração
E a cada imprevisto em somação,
Uma montanha de desilusão.

E após reviravoltas,
Ápices emocionais em revolta,
Retorno à estaca zero:
Ansiedades por saber o que quero
Frente ao abismo que separa
Querer e poder...

E mais uma vez,  enlouquecer.


Jejels, 20/05/2015.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Letagria

Se o mundo poda minhas asas
Recém nascidas, inquietas asas...
Se o amor que tenho se acomoda
Antes tão pulsante, vermelho, vivo...
Que me sobra então
A letargia de uma interminável descrença.


Jejels, 27/07/2016.

domingo, 28 de agosto de 2016

Retorno em agosto

Ah, minha Brasília cartesiana
Dos ipês em flor...
Não há como esquecer-te
Onde quer que eu for.


Jejels, 24/08/2016.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O Rio

Não posso trazer o Rio
O Pão de Açúcar, o mar ou o Cristo.
Não posso trazer o Rio
Os Arcos da Lapa, a música, o ritmo.
Não posso trazer o Rio
Ipanema, Copacabana, o Parque Olímpico.

Não posso trazer o Rio.
Mas trago meu sorriso nos olhos,
Da espera longa, meu coração desgastado
Tem pra te oferecer meu mais sincero abraço.


Jejels, 21/08/2016.

Sem título

Frustração.
Frustra
Ação.


Jejels, 15/07/2016.

domingo, 29 de maio de 2016

Dir-te-ei

Dir-te-ei com todas as letras que te quero.
E nada mais espero de ti
Que teu belo sorriso ao descobrir.

Dir-te-ei com todas as letras que te imagino
Todas as noites, todos os dias.
E nada mais espero além de que sorrias.

Dir-te-ei com todas as letras que te desejo
Bons ventos, boa sorte, companheiros amigos.
Desejo, espero apenas o teu sorriso.

E dir-te-ei, não verbalmente
(pois a palavra de muita gente mente)
Que o amo com todo o meu coração,
E como uma canção, me embala esse amor.

E o declaro em meu olhar,
Em meus suspiros,
Declaro ao cantar,
Declaro em um sorriso...

Dir-te-ei a cada dia,
Dir-te-ei em pequenos gestos
Serenos, simples, discretos...
Mas verdadeiros e sinceros.


Jejels, 28/05/2016.

terça-feira, 24 de maio de 2016

A saudade e a Lua

A Lua redonda e brilhante,
Uma enchente de sentimentos que me envolve
Com sua pálida luz me devolve
Todas as perguntas que lhe faço...

Mas, Lua, que posso fazer
Quando somente a ele meus pensamentos revolvem
E sempre ao anoitecer
Tudo remete àqueles olhos que me dissolvem?

 


Jejels, 24/05/2016.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Cartas sinceras

Cartas sinceras
Fazem uma montanha de palavras
Ganhar olhos, braços e pernas
E se tornar um abraço de memórias.


Jejels, 11/05/2016.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Soneto das teclas da solidão


A luz artificial ilumina o quarto escuro.
Teclas à minha frente,

Nada de diferente.

 
Apenas mais uma noite solitária,
Mais um dia comum a voar pela janela...

Colecionados em formas refratárias
Que enchem o quarto - meu calabouço, minha cela.

 
Mais uma sombra na escuridão,
Imperceptíveis lágrimas na banheira...

Espalhadas com pedaços do meu coração,
Estilhaços apagados, cinzas da fogueira.

 
A luz artificial ilumina o quarto escuro.
Olhar caindo doente

Silenciosamente.


Jejels, 2016.

Sorriso tímido


Como um tímido sorriso,
Você apareceu ao meu lado.

Sorrateiro, discreto, calado.
 

Como quem já soubesse meus medos,
Meus sonhos, meus anseios,

Você decifrou meus segredos.
Paciente, sincero, companheiro.

 
Como uma onda suave no mar,
Você me embalou em nossos diálogos,

Em nossos abraços, cada dia novo suspirar.
Transparente, terno, simpático.

 
Como um sonho inesperado,
Você fluiu dos meus olhos ao coração.

Certeiro, incrível, paixão.



Jejels, 10/04/2016.

domingo, 8 de maio de 2016

Longínquo


Quão distantes os teus olhos
Que outrora brilhantes
Iluminaram meus dias.

 

Quão distantes os teus braços
Que outrora reconfortantes
Acolheram meu cansaço.

 

Quão distantes os teus lábios
Que outrora flamejantes,
Vibrante desejo transbordavam,
Calavam as palavras que eu não precisava dizer.

 

Quão distante o teu sorriso
Que outrora contagiante,

Cintilante convite oferecia,
Magia que agora só encontro em meus sonhos.




Jejels, 19/04/2016.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Missing you

Oh, I wish
I could get what I miss...

I miss your smiles and hugs
- there aren't any as those.
Miss your Sunshine eyes,
Miss us skating on ice,
Miss the sunsets by your side,
Miss new places for you to guide.
Miss you making me crazy,
Miss our dances and our maybe.

What can I do? ...
I'm missing you.



Jejels, 23/12/2015.

sábado, 16 de janeiro de 2016

A Apolo

Um brinde ao deus Apolo. Aos olhos mais lindos e hipnóticos que o céu jamais viu. À paixão, à aventura, às loucuras, à amizade, à cumplicidade, ao sol, aos poemas que jorram dos teus beijos doces!
Um brinde ao presente. Ao tempo presente, a esse momento efêmero e pendente, que jamais se repetirá em séculos e milênios. E ao presente que é ter conhecido algo tão especial. Ao presente que é sua presença na minha vida desse modo único qual sua pessoa - ou deus. Que não há ninguém igual nem nunca haverá em toda a história do Olimpo e da humanidade!
Brindemos a isso!


Jejels, 16/12/2015.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Um beijo

Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior... Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!

Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.

Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção,
naquele instante por que, feliz, eu não morri contigo?

Sinto-me o ardor e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto...


Olavo Bilac.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Tudo que vai

 
 
Hoje é o dia
Eu quase posso tocar o silêncio
A casa vazia
Só as coisas que você não quis
Me fazem companhia
Eu fico à vontade com a sua ausência
Eu já me acostumei a esquecer

Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais

Salas e quartos
Somem sem deixar vestígio
Seu rosto em pedaços
Misturado com o que não sobrou
Do que eu sentia
Eu lembro dos filmes que eu nunca vi
Passando sem parar
Em algum lugar.

Quanto tempo, eu já nem sei mais o que é meu
Nem quando, nem onde

Tudo que vai
Deixa o gosto, deixam as fotos
Quanto tempo faz
Deixam os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais
Fica o gosto, ficam as fotos
Quanto tempo faz
Ficam os dedos, fica a memória
Eu nem me lembro mais

Eu nem me lembro mais...



Capital Inicial

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Olhos de Safira

Seus olhos de Safira
Tão maltratados no passado
Pela minha mania de mentira
Que te deixou um olhar desapontado.

No passado não tão distante
Impossível seria pensar
Em mim como sincero amante.

Mas bastou-me das joias relembrar
Da luz e da beleza radiante
Que em seu corpo e alma continuam a estar.

Ao teu coração hoje aspira
Quem um dia tão desatinado
Hoje não se esquece, apaixonado
Dos seus belos olhos de Safira.


Isidoro Eduardo A. do Brasil.

11/01/2016.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.




Carlos Drummond de Andrade.