terça-feira, 10 de maio de 2016

Soneto das teclas da solidão


A luz artificial ilumina o quarto escuro.
Teclas à minha frente,

Nada de diferente.

 
Apenas mais uma noite solitária,
Mais um dia comum a voar pela janela...

Colecionados em formas refratárias
Que enchem o quarto - meu calabouço, minha cela.

 
Mais uma sombra na escuridão,
Imperceptíveis lágrimas na banheira...

Espalhadas com pedaços do meu coração,
Estilhaços apagados, cinzas da fogueira.

 
A luz artificial ilumina o quarto escuro.
Olhar caindo doente

Silenciosamente.


Jejels, 2016.

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