sábado, 22 de outubro de 2016

Fisiologia

Cor e som penetram e inquietam
O palpitar por olhos e ouvidos.
Fazem parte de estar vivo
Pressões, balanços, mudanças,
Tempestades – e não apenas bonança.

E embora o caminhar seja voluntário,
É indiferente à minha vontade o pulso
Saltitante, indomável,
Autoexcitável máquina cardíaca,
Idílica ditadora de fluxo.

E transparecem em minha face
Medo, admiração, desgaste,
Comunicando sem palavra ou ruído
O que sinto, não sendo preciso frequência,
Mas apenas um pouco de paciência
Para perceber o coração em rebuliço.


Jejels, 30/10/2015.

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