quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Missing you

Oh, I wish
I could get what I miss...

I miss your smiles and hugs
- there aren't any as those.
Miss your Sunshine eyes,
Miss us skating on ice,
Miss the sunsets by your side,
Miss new places for you to guide.
Miss you making me crazy,
Miss our dances and our maybe.

What can I do? ...
I'm missing you.



Jejels, 23/12/2015.

sábado, 16 de janeiro de 2016

A Apolo

Um brinde ao deus Apolo. Aos olhos mais lindos e hipnóticos que o céu jamais viu. À paixão, à aventura, às loucuras, à amizade, à cumplicidade, ao sol, aos poemas que jorram dos teus beijos doces!
Um brinde ao presente. Ao tempo presente, a esse momento efêmero e pendente, que jamais se repetirá em séculos e milênios. E ao presente que é ter conhecido algo tão especial. Ao presente que é sua presença na minha vida desse modo único qual sua pessoa - ou deus. Que não há ninguém igual nem nunca haverá em toda a história do Olimpo e da humanidade!
Brindemos a isso!


Jejels, 16/12/2015.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Um beijo

Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior... Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!

Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.

Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção,
naquele instante por que, feliz, eu não morri contigo?

Sinto-me o ardor e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto...


Olavo Bilac.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Tudo que vai

 
 
Hoje é o dia
Eu quase posso tocar o silêncio
A casa vazia
Só as coisas que você não quis
Me fazem companhia
Eu fico à vontade com a sua ausência
Eu já me acostumei a esquecer

Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais

Salas e quartos
Somem sem deixar vestígio
Seu rosto em pedaços
Misturado com o que não sobrou
Do que eu sentia
Eu lembro dos filmes que eu nunca vi
Passando sem parar
Em algum lugar.

Quanto tempo, eu já nem sei mais o que é meu
Nem quando, nem onde

Tudo que vai
Deixa o gosto, deixam as fotos
Quanto tempo faz
Deixam os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais
Fica o gosto, ficam as fotos
Quanto tempo faz
Ficam os dedos, fica a memória
Eu nem me lembro mais

Eu nem me lembro mais...



Capital Inicial

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Olhos de Safira

Seus olhos de Safira
Tão maltratados no passado
Pela minha mania de mentira
Que te deixou um olhar desapontado.

No passado não tão distante
Impossível seria pensar
Em mim como sincero amante.

Mas bastou-me das joias relembrar
Da luz e da beleza radiante
Que em seu corpo e alma continuam a estar.

Ao teu coração hoje aspira
Quem um dia tão desatinado
Hoje não se esquece, apaixonado
Dos seus belos olhos de Safira.


Isidoro Eduardo A. do Brasil.

11/01/2016.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.




Carlos Drummond de Andrade.