terça-feira, 25 de abril de 2017

Um texto diferente

E aos poucos, o que já era efêmero, foi se esvaindo. O feixe de fumaça branca que sonhava ser desenho no ar, se extinguiu. O interesse foi se desgastando, conferindo a qualidade, novamente, de desconhecido a algo que queria ser descoberto. O agito de contatar algo novo foi tomado pelo cansaço da espera de uma resposta. O brilho dos olhos passou tão rápido quanto a estrela cadente, apressada, que não espera por um pedido, e nem espera ser notada. A cor monótona do cotidiano passou a pintar o céu. Os olhos ainda esperam pelo dia em que verão as cores do arco-íris caírem feito aquarela, colorindo o céu. Enquanto esse dia não chega, ela prepara um chá.


Luciana Marinho, abril 2017.

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